Nos últimos três meses, os pedidos de imigração para o setor da construção em Portugal, através da ‘via verde’, duplicaram. Esta informação foi revelada por Manuel Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI). O aumento significativo reflete a crescente necessidade de mão-de-obra no setor, que enfrenta uma carência estimada em 80 mil trabalhadores.
Até ao dia 3 de março, a CPCI já tinha encaminhado 211 processos de pedidos de visto para a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas. Estes pedidos abrangem um total de 1.427 trabalhadores, a maioria em grupos. Além disso, existem mais 259 imigrantes cujos processos estão em preparação. “O fluxo começou lento, mas as empresas estão claramente a demonstrar interesse”, afirma Manuel Reis Campos.
Os imigrantes que já estão a trabalhar em obras em Portugal vêm, principalmente, da Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola e Moçambique, mas também de países como Brasil, Colômbia, Peru, Marrocos, Senegal, Paquistão e Índia. Este aumento na imigração para a construção é um reflexo da necessidade urgente de mão-de-obra para reerguer a zona centro do país, que foi severamente afetada pela tempestade Kristin.
Entre as empresas que já recorreram à ‘via verde’ estão grandes construtoras como a Mota-Engil, a Casais e a DST. Apesar do aumento no número de trabalhadores imigrantes, a carência de mão-de-obra continua a ser um desafio significativo para o setor. Manuel Reis Campos acredita que, se o ritmo atual se mantiver, este canal de imigração será suficiente para atender à demanda. “Temos 1,5 milhões de imigrantes no país, podemos apostar na sua formação e atraí-los para a profissão”, conclui.
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Fonte: ECO





