As taxas de juro para diversos tipos de crédito ao consumo vão sofrer alterações a partir do segundo trimestre de 2026. De acordo com o Banco de Portugal, os cartões de crédito, linhas de crédito e descobertos bancários terão um aumento nas suas taxas máximas, enquanto algumas modalidades de leasing para automóveis vão registar uma ligeira descida. Para quem está a considerar recorrer a crédito ao consumo entre abril e junho, estas mudanças podem impactar significativamente o custo final do financiamento.
As novas taxas máximas, que definem a TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) que as instituições financeiras podem aplicar em novos contratos, revelam uma evolução desigual. Enquanto algumas modalidades de crédito ficam mais caras, outras mantêm-se estáveis ou até apresentam uma ligeira redução.
No que diz respeito ao crédito pessoal para educação, saúde e locação financeira de equipamentos, a taxa máxima aumentará de 8,3% para 8,5%. Embora a diferença possa parecer pequena, pode ter um impacto significativo nas prestações, especialmente em financiamentos de longo prazo. Já para os restantes créditos pessoais, como os destinados a obras ou consolidação de dívidas, a taxa máxima permanecerá inalterada em 15,6%.
No setor automóvel, a notícia mais positiva é a descida das taxas máximas para leasing. Para veículos novos, a taxa máxima recua de 5,1% para 4,8%, enquanto para usados a descida é de 6,5% para 6,3%. Esta redução pode tornar o leasing mais atrativo para quem troca de carro com frequência. No entanto, na compra a prestações, as taxas variam: para veículos novos, a taxa máxima desce ligeiramente de 10,9% para 10,8%, enquanto para usados, sobe de 14,1% para 14,2%.
No que toca aos cartões de crédito e linhas de crédito, a situação é menos favorável. As taxas máximas para estas soluções financeiras aumentam de 18,9% para 19%. Este aumento também se aplica às ultrapassagens de crédito, que passam a ter um teto de 19%. Para muitas famílias, este tipo de custo pode surgir inesperadamente, especialmente quando as contas ficam a descoberto.
Comparando com o primeiro trimestre de 2026, as alterações nas taxas máximas mostram-se contidas. A subida mais acentuada verifica-se nos cartões de crédito e no crédito pessoal relacionado com educação e saúde. Por outro lado, as descidas no leasing e ALD (Aluguer com Opção de Compra) para veículos novos são um alívio, enquanto o crédito automóvel para usados a prestações enfrenta um encarecimento.
É importante lembrar que estas taxas máximas não representam uma recomendação, mas sim um teto legal. A diferença entre as propostas de diferentes instituições pode ser significativa, pelo que a comparação é essencial. Ao analisar uma simulação de crédito, deve-se considerar o custo total e não apenas a prestação mensal. Especialmente em cartões de crédito e descobertos, é fundamental evitar transformar uma necessidade de curto prazo numa dívida prolongada.
Leia também: Como escolher o crédito mais vantajoso para si.
taxas de juro taxas de juro taxas de juro taxas de juro Nota: análise relacionada com taxas de juro.
Leia também: Erros no processamento salarial afetam trabalhadores da Menzies em Portugal
Fonte: Doutor Finanças





