Portugueses no Médio Oriente mantêm negócios em tempos de guerra

Os empresários e investidores portugueses que operam no Médio Oriente estão a enfrentar um cenário de incerteza, mas continuam a lutar para manter a normalidade nos seus negócios. Após os recentes ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que resultaram em represálias por parte de Teerão, o clima é de cautela, mas a atividade empresarial não parou. A adaptação ao novo contexto geopolítico é essencial, e as próximas decisões de investimento estratégico poderão ser adiadas.

Com a maioria das reuniões presenciais canceladas, muitas empresas optaram pelo teletrabalho para garantir a continuidade das operações. Abílio Alagôa da Silva, presidente do Conselho Empresarial Portugal-Arábia Saudita, afirma que, até ao momento, não há registos de negócios cancelados, mas sim ajustes nas agendas e maior prudência nas deslocações. “É natural que, numa fase inicial de incerteza, as empresas reajustem os seus planos”, explica.

Duas missões empresariais à Arábia Saudita estavam previstas, mas poderão ser adiadas devido à situação atual. Alagôa da Silva, que tinha uma viagem marcada para Riade, decidiu concentrar-se em reuniões no Brasil enquanto aguarda indicações sobre o regresso ao Golfo Pérsico. Apesar das dificuldades, não há impactos estruturais nas operações das empresas portuguesas na região, embora possam ocorrer atrasos pontuais.

Márcia Pereira, CEO da Bandora Systems, que começou a operar no Médio Oriente em outubro, também adiou a sua viagem para Riade. “A comunicação com os nossos parceiros mantém-se ativa, e estamos a trabalhar para garantir a continuidade dos negócios”, afirma.

Nuno Anahory, membro do conselho executivo da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa, destaca que o Qatar é a região mais afetada pela proximidade ao Irão. “Os ataques ao Qatar podem ter um impacto significativo na economia global, especialmente no fornecimento de gás e petróleo”, alerta. Márcia Pereira confirma que o ritmo de trabalho no Qatar é mais lento, com eventos cancelados e menos reuniões agendadas.

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Apesar do clima de incerteza, o quotidiano mantém-se. Francisco Paiva, que vive no Dubai, refere que a vida continua com teletrabalho e aulas online. O presidente do Portuguese Business Council Dubai, Paulo Paiva dos Santos, sublinha a confiança nas autoridades locais, que têm um historial sólido de gestão de crises.

António Azevedo Campos, que reside no Kuwait, afirma que os negócios continuam com precaução. “A resiliência é uma característica do Médio Oriente. As empresas adaptam-se e seguem as diretrizes das autoridades”, diz. José Pereira Leal, investidor em Doha, também adiou algumas reuniões, mas mantém o foco no seu projeto de Health Tech Qatar.

Ao longo da última semana, o Irão retaliou contra alvos em várias regiões, mas a comunidade empresarial portuguesa continua a monitorizar a situação em colaboração com as embaixadas e o governo. A adaptação e a resiliência são fundamentais para os negócios no Médio Oriente, mesmo em tempos de conflito.

Leia também: Como a guerra no Médio Oriente afeta a economia global.

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Fonte: ECO

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