Tóquio pede aos EUA para respeitar acordos tarifários

O Japão está a solicitar aos Estados Unidos que não prejudiquem o seu país com novas tarifas, conforme anunciado pelo ministro japonês da Economia, Comércio e Indústria, Ryosei Akazawa. O pedido foi feito durante uma reunião em Washington com o secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnick, e surge no contexto de um compromisso prévio entre os dois países.

Akazawa destacou que, após uma reunião de cerca de duas horas, ambos os governos reafirmaram a importância do acordo comercial estabelecido no ano passado. Este acordo definiu uma tarifa base de 15% para quase todas as importações japonesas provenientes dos Estados Unidos. O ministro japonês sublinhou: “Solicitamos que o tratamento dado ao Japão ao abrigo das novas regras tarifárias não seja menos favorável do que o acordado no ano passado”.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos, através da rede social X, confirmou a reunião, mencionando que o foco estava no fortalecimento da aliança económica entre os dois países. Contudo, não houve qualquer menção às novas tarifas que estão a ser discutidas.

A reunião acontece num momento delicado, após a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos de anular algumas tarifas implementadas pela administração anterior de Donald Trump. Em resposta a essa decisão, foi anunciada uma nova tarifa geral de 10%, que deverá ser aumentada para 15% em breve, gerando incertezas na economia global.

Scott Bessent, secretário norte-americano do Tesouro, afirmou que as tarifas globais de 10% que entraram em vigor temporariamente em fevereiro vão subir para 15%, conforme prometido por Trump. Bessent acredita que as tarifas poderão voltar a níveis superiores nos próximos meses, dependendo da aplicação de diversas leis comerciais que não conflitem com a recente decisão do Supremo Tribunal.

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Em suma, a questão das tarifas continua a ser um tema sensível nas relações comerciais entre os Estados Unidos e o Japão. O Japão espera que os acordos existentes sejam respeitados para evitar impactos negativos na sua economia.

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Fonte: Sapo

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