Visabeira tenta comprar robô humanóide e revela desafios tecnológicos

Paulo Soeiro Ferreira, responsável pela Engenharia e Inovação da Visabeira, foi o convidado mais recente do podcast .IA, onde partilhou a experiência da empresa na tentativa de adquirir um robô humanóide. Este tipo de robô é capaz de realizar tarefas delicadas e pesadas simultaneamente, como pegar um ovo e levantar um baú de 100 quilos. Contudo, a tentativa de compra falhou devido a uma desconexão entre as expectativas da empresa importadora e o mercado.

A Visabeira está a focar-se na integração da inteligência artificial (IA) nas suas operações industriais, especialmente no chão de fábrica. Ferreira explicou que a empresa está a desenvolver sistemas próprios para otimizar a produção, em vez de depender exclusivamente de soluções externas. O objetivo é adaptar a produção às tendências de mercado, evitando a acumulação de stock, que é considerada um capital empatado.

Um dos projetos em que a Visabeira está a trabalhar é a criação de um “digital twin” da fábrica, uma representação digital em 3D que se atualiza em tempo real, recebendo dados do sistema de gestão da produção. Este modelo permite uma melhor orquestração dos processos, desde a produção até à cadeia de fornecedores, utilizando a IA para melhorar a eficiência e a qualidade.

Ferreira comparou o digital twin a um jogo, onde a fábrica é representada digitalmente e interage com as máquinas físicas. A implementação do 5G nas fábricas vai permitir uma maior desmaterialização dos dados, facilitando a extração e análise de informações de diferentes máquinas, independentemente da sua origem. Isso é crucial para a adoção de tecnologias digitais na indústria, uma vez que a interoperabilidade entre equipamentos é frequentemente um desafio.

A Visabeira acredita que a robótica humanóide pode trazer uma nova flexibilidade à automação industrial. Estes robôs podem operar como os humanos, realizando diversas funções dentro da fábrica. Ferreira sublinhou que a introdução de robôs humanóides não visa substituir os trabalhadores, mas sim complementar as suas funções, aumentando a eficiência sem despedimentos.

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A empresa está a preparar-se para um ano decisivo na robótica humanóide, com a expectativa de que novos produtos cheguem ao mercado em breve. Ferreira destacou que a responsabilidade social é uma prioridade para a Visabeira, e a automação será introduzida de forma progressiva, com formação e adaptação das equipas.

A Visabeira continua a explorar o potencial da IA e da robótica, com o objetivo de melhorar a eficiência e a qualidade dos seus processos produtivos. A empresa está a trabalhar para garantir que a tecnologia seja uma aliada no desenvolvimento do setor industrial, sem comprometer o emprego humano.

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Fonte: ECO

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