Cascais tem demonstrado uma resiliência notável face às calamidades naturais, como tempestades e cheias. A recente Depressão Kristin, que trouxe ventos superiores a 200 km/h, serviu como um teste para as capacidades de resposta do município. A Proteção Civil já havia emitido alertas, mas a cidade estava preparada, utilizando lições aprendidas de eventos anteriores, como o apagão de abril do ano passado.
Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara de Cascais, destacou que a cidade aprendeu com o apagão, onde a falta de energia comprometeu o funcionamento de várias bombas de gasolina, incluindo aquelas destinadas a serviços de emergência. “As bombas de gasolina deixaram de funcionar, e isso foi uma lição importante”, afirmou o autarca. Agora, os postos de emergência já estão equipados com geradores, garantindo que os veículos de emergência possam ser abastecidos, mesmo em situações críticas.
O Centro de Operações de Cascais, conhecido como C2, desempenha um papel crucial na coordenação das respostas a emergências. Com uma equipa de 32 pessoas, o C2 está disponível para atender a população e coordenar ações com as forças de segurança, especialmente durante eventos climáticos severos. “O C2 é o nosso ponto de comando, onde gerimos a situação em tempo real”, explicou Piteira Lopes.
Além de responder a emergências, o C2 também utiliza tecnologia avançada para monitorizar e prever eventos climáticos. Sensores eletrónicos espalhados pelo concelho fornecem dados sobre o caudal das ribeiras e as condições do mar, permitindo uma resposta mais eficaz às cheias. A implementação de inteligência artificial no C2 visa melhorar a previsão de quando e onde as cheias poderão ocorrer, aumentando a segurança dos cidadãos.
A Câmara de Cascais também está a trabalhar na atualização da linha de emergência, que passará a ser o número 800 911 112. Este serviço é amplamente conhecido pelos munícipes, que podem reportar situações de emergência, como árvores caídas ou inundações, facilitando a resposta rápida das autoridades.
Cascais tem demonstrado que, através da preparação e da aprendizagem contínua, é possível enfrentar os desafios impostos pelas tempestades. O autarca sublinhou que “não podemos esperar que as calamidades cheguem para agir. A tecnologia e a experiência são nossas aliadas na proteção da população”.
Leia também: Como as cidades portuguesas estão a adaptar-se às mudanças climáticas.
Cascais tempestades Cascais tempestades Cascais tempestades Cascais tempestades Cascais tempestades Nota: análise relacionada com Cascais tempestades.
Leia também: PSD realiza jornadas parlamentares com Paulo Portas e ministros
Fonte: ECO





