Gigafábrica de IA em Sines: Portugal investe na tecnologia

Portugal está a dar um passo significativo na área da tecnologia com o desenvolvimento de uma gigafábrica de Inteligência Artificial (IA) em Sines. Este projeto ambicioso visa posicionar o país como um dos principais centros de computação avançada na Europa, ao mesmo tempo que reforça a sua capacidade de atrair investimento tecnológico de alto valor.

O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, destacou a importância estratégica da gigafábrica de IA, afirmando que “com este projeto, Portugal está a investir na sua competitividade futura e na soberania tecnológica”. A nova infraestrutura permitirá não apenas apoiar a reforma do Estado, mas também fortalecer o tecido empresarial e posicionar o país como um parceiro relevante na estratégia europeia para a Inteligência Artificial.

Com uma capacidade instalada prevista de cerca de 150 megawatts, a gigafábrica contará com mais de 100 mil GPUs de última geração, oferecendo serviços avançados de IA a empresas, universidades e entidades públicas. Este projeto é um dos poucos da sua escala na Europa e deverá estar operacional até meados de 2028, criando um impacto significativo na economia portuguesa e gerando emprego qualificado.

O projeto aproveita várias vantagens estruturais da economia nacional, como o acesso a cabos submarinos internacionais e a disponibilidade de energia renovável a preços competitivos. Estas condições colocam Portugal numa posição privilegiada para acolher infraestruturas críticas de computação, num momento em que a capacidade de processamento é um fator determinante para a competitividade económica.

A gigafábrica de IA será desenvolvida através de um modelo de investimento público-privado, com o Estado a participar através do Banco Português de Fomento. Este modelo visa alinhar o investimento nacional com os instrumentos europeus de apoio à inovação e à autonomia estratégica. Além do impacto económico direto, o projeto assegura que o Estado e a Administração Pública tenham acesso a estruturas críticas num domínio cada vez mais relevante.

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A NVIDIA, líder mundial em computação acelerada, está envolvida como parceira tecnológica, contribuindo com hardware e serviços especializados. O consórcio também tem recebido interesse de empresas de diversos setores, como saúde, defesa e tecnologia, o que promete atrair ainda mais investimento privado e acelerar o desenvolvimento de novos produtos e serviços baseados em IA.

Este projeto insere-se na Estratégia Nacional de Inteligência Artificial, aprovada em dezembro de 2025, e alinha-se com os objetivos europeus de autonomia estratégica e crescimento económico. Gonçalo Matias enfatizou a ambição de transformar Portugal num hub europeu de IA, capaz de competir globalmente e gerar valor duradouro.

Em colaboração com Espanha, Portugal está a preparar uma candidatura conjunta para o desenvolvimento de uma Gigafábrica Europeia de IA, com um investimento histórico de oito mil milhões de euros. A localização em Sines será um passo crucial para reforçar a posição da Península Ibérica no desenvolvimento da inteligência artificial, criando um verdadeiro polo digital e de inovação.

Leia também: O impacto da tecnologia na economia portuguesa.

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Fonte: Sapo

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