O ministro da Administração Interna, Luís Neves, manifestou hoje o seu apoio à “esmagadora maioria dos profissionais da PSP”, após a detenção de sete agentes que aguardam julgamento em prisão preventiva por crimes graves, incluindo tortura e violação. Em uma mensagem partilhada na sua página de Instagram, Neves sublinhou a importância de manter a confiança dos cidadãos nas instituições e destacou que os agentes da polícia não são todos iguais.
“São cerca de 200 mil profissionais que, diariamente, servem Portugal com elevado sentido de missão, coragem e respeito pela legalidade democrática”, afirmou o ministro. Esta declaração surge na sequência da revelação de que os sete agentes da PSP foram detidos na quarta-feira, enfrentando acusações de tortura grave, violação consumada e tentada, abuso de poder, entre outros crimes.
O Ministério Público e a PSP emitiram um comunicado conjunto, explicando que a decisão de manter os agentes em prisão preventiva se deve ao “perigo de continuação da atividade criminosa” e à necessidade de garantir a ordem pública. Luís Neves também lembrou que “a presunção de inocência vale para todos os cidadãos”, mas enfatizou que este caso demonstra que “as instituições do Estado estão a funcionar”, uma vez que a denúncia partiu da própria PSP.
Além dos sete agentes detidos, outros dois polícias já se encontram em prisão preventiva desde julho, também envolvidos em uma investigação por crimes de tortura e abuso de poder, principalmente contra grupos vulneráveis, como toxicodependentes e sem-abrigo. A acusação revela que estes agentes agrediam as suas vítimas, documentando os abusos através de vídeos e fotografias, que foram partilhados em grupos de WhatsApp.
Um dos casos mais chocantes envolve um cidadão marroquino, que alegadamente foi vítima de atos de extrema violência, incluindo agressões físicas e humilhações. A situação gerou uma onda de indignação e levou à abertura de três processos disciplinares pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), que também investiga os polícias que assistiram aos vídeos dos abusos.
O ministro garantiu que quaisquer suspeitas de comportamentos ilegais por parte de agentes das forças de segurança serão investigadas com total rigor. A situação atual levanta questões importantes sobre a conduta dos profissionais da PSP e a necessidade de assegurar a integridade das instituições de segurança pública em Portugal.
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Fonte: ECO





