As mulheres em Portugal representam 52,2% da população, totalizando 5.609.359, segundo dados da Pordata, divulgados no contexto do Dia Internacional da Mulher. Apesar do aumento da sua presença em áreas como educação, política e empresas, as desigualdades salariais e sociais continuam a ser uma realidade.
Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística revelam que, a partir dos 35 anos, as mulheres estão em maioria na população, atingindo 82% entre os centenários. Este aumento demográfico é acompanhado por uma evolução significativa na educação. Em 1960, apenas 3% das raparigas com 15 e 16 anos estavam no ensino secundário. Hoje, 58% dos diplomados do ensino superior são mulheres, destacando-se em áreas como Educação, Saúde e Ciências Sociais.
No entanto, as desigualdades salariais persistem. Entre os 25 e os 64 anos, as mulheres continuam a ser minoria no mercado de trabalho, com uma diferença que pode ultrapassar os 15 pontos percentuais em profissões menos qualificadas. Embora 90% das mulheres com 25 anos ou mais trabalhem a tempo inteiro, este valor ainda é inferior ao dos homens, que atinge 95%.
Mais de metade das 2,5 milhões de mulheres empregadas em Portugal está concentrada em quatro setores: Saúde e Apoio Social, Educação, Comércio e Indústrias Transformadoras. A presença feminina tem aumentado também em profissões tradicionalmente masculinas, como nas forças policiais e na magistratura judicial, onde representam 67% dos magistrados.
Na liderança empresarial, Portugal já ultrapassou as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, com mulheres a ocuparem 34,8% dos cargos de direção em empresas cotadas e 44,2% dos cargos não executivos. Na política, a participação feminina também tem crescido, com 38,8% dos membros do Governo e 36,5% dos deputados a serem mulheres, valores que superam a média europeia.
Apesar destes avanços, as desigualdades salariais continuam a ser uma preocupação. Em 2024, os salários das mulheres nos setores da indústria, construção e serviços eram, em média, 7% inferiores aos dos homens. Além disso, as mulheres enfrentam um maior risco de pobreza ou exclusão social, especialmente entre a população com 75 anos ou mais.
Em 2024, nasceram em Portugal 83.772 bebés, com uma idade média das mães de 31,7 anos. A proporção de crianças nascidas de mães estrangeiras aumentou de 13% em 2020 para 26% em 2024. A esperança média de vida das mulheres em Portugal é de 85,4 anos, superior à dos homens, que é de 79,8 anos, embora as mulheres passem menos anos em condições de plena saúde.
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desigualdades salariais desigualdades salariais Nota: análise relacionada com desigualdades salariais.
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Fonte: ECO





