A Arábia Saudita, o segundo maior produtor mundial de petróleo, iniciou cortes significativos na sua produção. Esta decisão surge em resposta à impossibilidade de realizar exportações através do estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo. Atualmente, o país produz cerca de 10 milhões de barris por dia, dos quais sete milhões são destinados à exportação. No entanto, a alternativa de enviar petróleo através de um pipeline para Yanbu, no Mar Vermelho, limita-se a cinco milhões de barris diários.
Outros países da região, como os Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque, também já anunciaram cortes na produção. A Arábia Saudita, com a maior capacidade de armazenamento entre estes países, pode estar a optar por reduzir a produção como forma de manter os campos operacionais por mais tempo, evitando desligamentos completos, conforme noticiado pela Bloomberg.
Nos últimos dias, o preço do petróleo disparou 48%, ultrapassando os 102 dólares por barril. O ministro da Energia do Qatar, Saad al-Kaabi, alertou que o preço do barril pode chegar aos 150 dólares se a produção no Golfo Pérsico continuar a ser interrompida, o que poderia ter um impacto devastador nas economias globais.
Analistas do JP Morgan estimam que a capacidade de armazenamento da Arábia Saudita pode esgotar-se em dois meses, enquanto o Kuwait poderia esgotar a sua capacidade em apenas uma semana. Os países produtores do Golfo Pérsico, incluindo os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, têm cerca de 100 milhões de barris de capacidade restante, o que representa um terço do total disponível, segundo a Kayrros.
A estatal Saudi Aramco, em uma manobra rara, realizou um leilão para uma carga destinada a Taiwan, uma decisão que reflete a urgência em manter os mercados abastecidos. Apesar de um petroleiro ter conseguido atravessar o estreito de Ormuz sem incidentes, muitos armadores hesitam em fazer a travessia devido às ameaças do Irão.
A situação no Médio Oriente continua a deteriorar-se, com o Irão a bloquear o estreito de Ormuz e a atacar navios, o que corta o acesso a 20% do petróleo e gás mundial. A guerra na região, que se intensificou após os bombardeamentos israelitas no Líbano, está a afetar a produção de petróleo no Qatar, Iraque e Kuwait.
Hoje, os países do G7 reúnem-se para discutir a possibilidade de injetar reservas de petróleo no mercado, uma medida que poderá ajudar a conter os preços. A Agência Internacional de Energia (IEA) está a coordenar esta iniciativa, já apoiada por três países, incluindo os EUA. Apesar da pressão em Washington, a Casa Branca não mostra sinais de recuar nas suas ações contra o Irão.
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Fonte: Sapo





