Von der Leyen defende política externa mais realista para a Europa

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a Europa deve deixar de ser a “guardiã” da antiga ordem mundial e, em vez disso, criar o seu próprio caminho na política externa. Durante um encontro com embaixadores europeus, von der Leyen sublinhou a importância de encontrar “novas formas de cooperar” com os parceiros internacionais, refletindo sobre a necessidade de uma política externa mais realista.

“A Europa já não pode continuar a ser a guardiã da velha ordem mundial, de um mundo que já não existe e que não voltará”, declarou. A líder europeia enfatizou que, embora a UE deva continuar a respeitar o sistema baseado em regras que ajudou a construir, não pode confiar exclusivamente nele para proteger os seus interesses face a ameaças complexas.

Von der Leyen destacou a urgência de uma análise “clara” e “rigorosa” da política externa da Europa, afirmando que é crucial adaptar-se às rápidas mudanças globais. “Se acreditamos que precisamos de uma política externa mais realista, então temos de ser capazes de a concretizar”, afirmou, referindo-se a exemplos concretos de como a Europa tem avançado nesse sentido.

A presidente da Comissão Europeia também abordou a questão do Irão, evitando entrar em debates sobre os conflitos atuais, e alertou que a UE deve manter o foco nas realidades do mundo contemporâneo. Apesar disso, elogiou os progressos feitos pela Europa em direção a uma abordagem mais realista, citando o apoio à Dinamarca no caso da Gronelândia como um exemplo positivo.

O objetivo, segundo von der Leyen, é tornar a União Europeia mais resiliente, soberana e influente, abrangendo áreas como defesa e energia. Para isso, é fundamental estabelecer relações com “parceiros fiáveis” e “de confiança”. “Precisamos estar preparados para projetar o nosso poder de forma mais assertiva”, disse, sublinhando que quase dois terços do crescimento global ocorre fora dos EUA e da China.

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Von der Leyen identificou áreas prioritárias, como segurança, defesa e comércio, afirmando que a Europa deve investir nos meios necessários para proteger o seu território, economia e modo de vida. Este investimento será central na nova Estratégia Europeia de Segurança, especialmente após o aumento significativo das despesas com defesa no último ano.

Em relação à Ucrânia, a presidente destacou a necessidade de um apoio financeiro “sustentado”, referindo-se ao bloqueio da Hungria a um empréstimo de 90 mil milhões de euros destinado a ajudar o país. “Em tempos de mudanças radicais, podemos agarrar-nos ao que nos tornava fortes ou escolher um destino diferente para a Europa”, concluiu, apelando à construção de uma política externa que fortaleça a UE internamente e a torne um parceiro mais influente globalmente.

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Fonte: ECO

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