A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que a instituição está disposta a tomar todas as medidas necessárias para garantir que a inflação permaneça sob controlo. Esta declaração surge em resposta ao aumento dos preços da energia, impulsionado pela recente escalada de tensões no Médio Oriente, particularmente devido à situação no Irão.
Durante uma entrevista à France 2 e France Inter, Lagarde sublinhou a importância de evitar que os cidadãos europeus enfrentem os mesmos aumentos de preços que ocorreram em 2022 e 2023, que foram fortemente influenciados pela guerra na Ucrânia. A presidente do BCE destacou que a situação atual é “muito diferente”, o que exige uma resposta adequada por parte da instituição.
A escalada de conflitos no Irão, que culminou com um ataque militar dos Estados Unidos e de Israel a 28 de fevereiro, resultou na morte do líder supremo do país, o ayatollah Ali Khamenei. Este evento desencadeou uma série de retaliações por parte do Irão, incluindo o encerramento do estreito de Ormuz e ataques a alvos em Israel e em várias bases norte-americanas na região. Além disso, o Irão tem realizado ataques a infraestruturas em países vizinhos, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, aumentando a instabilidade na área.
A presidente do BCE reiterou que a prioridade da instituição é manter a inflação sob controlo, uma tarefa que se torna cada vez mais desafiadora num cenário de elevada incerteza geopolítica. A inflação, que já era uma preocupação antes da crise no Irão, poderá ser exacerbada por esta nova onda de conflitos, levando a um aumento dos custos de energia e, consequentemente, a uma pressão adicional sobre os preços ao consumidor.
Lagarde fez um apelo à unidade e à resiliência dos países europeus, enfatizando que o BCE está preparado para agir de forma decisiva para mitigar os impactos económicos adversos desta crise. “Faremos tudo o que for necessário para proteger os cidadãos europeus”, afirmou, destacando a importância de uma resposta coordenada entre os países da zona euro.
Os próximos meses serão cruciais para avaliar a eficácia das medidas do BCE e a evolução da inflação na Europa. A instituição continuará a monitorizar a situação de perto e a adaptar as suas políticas conforme necessário.
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Fonte: Sapo





