China, Rússia e França discutem trégua com Irão

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, revelou que países como a China, a Rússia e a França têm estado em contacto com Teerão para explorar a possibilidade de um cessar-fogo. Durante uma entrevista à agência de notícias ISNA, Gharibabadi afirmou que a principal condição do Irão para um cessar-fogo é que não haja repetição da agressão.

O diplomata sublinhou que o Irão não iniciou a guerra, mas está a defender-se. Estas declarações surgem na sequência da recusa do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, em negociar a paz com os Estados Unidos. Araqchi afirmou que o Irão está preparado para continuar a atacar os EUA com mísseis “durante o tempo que for necessário”.

Na segunda-feira, Araqchi já tinha rejeitado pedidos para um cessar-fogo imediato durante uma entrevista à NBC. O presidente dos EUA, Donald Trump, fez declarações contraditórias sobre a situação, afirmando primeiro que a guerra estava “praticamente terminada” e depois que ainda não sabia “até onde poderia ir”.

Trump enumerou várias alegadas conquistas após dez dias de conflito, incluindo ataques a cinco mil alvos e a destruição de fábricas de drones. Em resposta, a Guarda da Revolução Islâmica do Irão afirmou que os seus mísseis são agora “mais poderosos” do que no início da guerra e que estão prontos para expandir o conflito.

Desde o início da campanha militar dos EUA e de Israel contra o Irão, a situação na região tem-se deteriorado. O Irão retaliou com ataques a alvos em Israel e em bases norte-americanas, alvos em países vizinhos como Arábia Saudita e Bahrein, e até em locais mais distantes como Chipre e Turquia.

Recentemente, os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait relataram novos ataques, com as suas defesas aéreas a interceptarem mísseis e drones iranianos. O Ministério da Defesa dos Emirados pediu à população que seguisse as instruções de segurança, enquanto o Kuwait anunciou a neutralização de drones em várias regiões do país.

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A escalada de tensões na região levanta preocupações sobre a segurança e a estabilidade, com o Irão a afirmar que determinará o fim da guerra. O futuro das negociações de paz permanece incerto, mas a busca por um cessar-fogo continua a ser uma prioridade para a comunidade internacional.

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cessar-fogo Nota: análise relacionada com cessar-fogo.

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Fonte: Sapo

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