A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou esta terça-feira que o Governo português está a desenvolver “vários cenários em aberto” para mitigar a subida do gás, embora tenha sublinhado que “ainda não é altura” para discutir medidas concretas. A subida do gás tem um impacto direto no preço da eletricidade, e a governante referiu que existe um mecanismo de emergência que permite o desacoplamento dos preços, caso a subida do gás atinja um determinado valor.
Maria da Graça Carvalho, em declarações feitas em Guimarães, destacou que o Executivo está “a preparar uma série de cenários” e a analisar a legislação europeia relacionada com o gás e o preço da eletricidade. Esta abordagem surge após a informação de que o preço do gás de botija poderá aumentar nas próximas semanas, em consequência da escalada dos preços do gasóleo e da gasolina, provocada pela instabilidade no Médio Oriente.
A Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (Anarec) indicou que as marcas que comercializam garrafas de butano e propano deverão rever os preços, acompanhando a tendência dos combustíveis rodoviários. A ministra expressou a sua preocupação com a evolução da situação, afirmando que “é muito diferente ter uma guerra de duas ou três semanas ou uma situação mais prolongada”.
Além do impacto nos preços da eletricidade, a governante manifestou uma preocupação significativa com o efeito da subida do gás na produção industrial, especialmente nas indústrias da cerâmica e do vidro. Maria da Graça Carvalho lembrou que, em caso de um aumento significativo, como ocorreu em crises anteriores, existem regras europeias que permitem proteger as empresas. “O gás é muito volátil e essencial para a indústria”, afirmou.
Relativamente ao impacto dos preços do petróleo nos combustíveis, a ministra garantiu que “o que há a fazer foi feito”, referindo-se ao desconto temporário no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP). Durante a sua intervenção, a ministra também destacou que o preço do petróleo, tanto do diesel como da gasolina, não é determinado pelo Governo, mas sim pelo mercado internacional de Brent e pelos custos de armazenamento.
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subida do gás Nota: análise relacionada com subida do gás.
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Fonte: ECO





