Militares protestam contra cortes nas pensões de reforma

Seis associações representativas dos militares das Forças Armadas e da Guarda Nacional Republicana (GNR) solicitaram reuniões ao Presidente da República e ao primeiro-ministro para discutir os cortes nas pensões de reforma. Estas associações consideram urgente a reversão do atual regime, que pode resultar em reduções de até 30% nos valores das pensões.

No comunicado divulgado, a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), a Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG), a Associação Socio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG), a Associação Nacional dos Oficiais da Guarda (ANOG), a Associação Nacional de Sargentos (ANS) e a Associação de Praças (AP) uniram-se para abordar a questão dos cortes nas pensões. Estas estruturas afirmam que os cortes nas pensões constituem um problema comum a todos os militares, criando desigualdades na proteção social.

As associações sublinham que, após a rejeição de propostas no parlamento para a criação de um complemento de pensão, é essencial manter a luta em torno desta questão. Para elas, a situação não é apenas uma questão de justiça, mas também fundamental para a sustentabilidade das Forças Armadas e da GNR, especialmente em termos de recrutamento e retenção de pessoal.

Em fevereiro, a Assembleia da República chumbou iniciativas de partidos como o Chega e o PCP, que visavam garantir que as reformas corresponderiam a 90% do último salário. Com as novas regras, as pensões para os militares da GNR e das Forças Armadas estão a ser ajustadas para convergir com o regime geral, reduzindo-se para cerca de 60% a 70% do último ordenado.

As associações manifestaram a sua disposição para utilizar todas as estratégias disponíveis para expressar o seu descontentamento. A primeira medida será solicitar audiências com o Presidente da República, António José Seguro, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, para iniciar um diálogo sobre a reversão do regime de proteção social em vigor.

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“É urgente sensibilizar o Governo e os órgãos de soberania sobre a gravidade desta situação, que se arrasta há cerca de vinte anos e cujos efeitos se agravam com o tempo”, afirmam as associações. As novas regras introduzem também limites etários e de tempo de serviço, o que pode agravar ainda mais a situação dos militares.

Leia também: O impacto das reformas nas Forças Armadas e GNR.

cortes nas pensões cortes nas pensões Nota: análise relacionada com cortes nas pensões.

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Fonte: Sapo

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