Preços da eletricidade disparam na UE apesar do aumento das renováveis

A União Europeia enfrenta um aumento significativo nos preços grossistas da eletricidade, mesmo com a crescente dependência de fontes renováveis. O conflito no Irão tem contribuído para a escalada dos preços do petróleo e gás, o que, por sua vez, afeta o custo da eletricidade no mercado. Apesar de as energias renováveis já representarem cerca de 48% da geração de eletricidade na UE, as previsões indicam que essa percentagem deverá subir para 63% até 2030, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

Atualmente, a UE destaca-se em comparação com a média global, que se situa em 32%. Enquanto a China atinge 34% e os Estados Unidos apenas 23%, Portugal é um exemplo notável, com 86% da eletricidade gerada a partir de fontes renováveis em 2024. A AIE prevê que a capacidade solar fotovoltaica na Europa mais do que dobre nos próximos cinco anos, contribuindo para o crescimento das energias renováveis.

No entanto, a guerra no Irão trouxe consequências diretas para os preços da eletricidade na Europa. O custo da eletricidade no mercado grossista, onde os comercializadores adquirem energia, é determinado pela tecnologia mais cara utilizada em cada hora. Em muitas ocasiões, isso significa recorrer a centrais a gás, cujos preços dispararam. No final de fevereiro, o preço do gás natural na Europa era de 31,96 euros por megawatt-hora (MWh), mas subiu para 53,39 euros por MWh. Em comparação, os preços da eletricidade grossista em Portugal e outros países europeus também aumentaram drasticamente, ultrapassando os 130 euros por MWh.

A AIE alerta que, embora a União Europeia deva adicionar mais de 400 gigawatts (GW) de capacidade renovável até 2030, esse aumento ainda está aquém das metas estabelecidas pelo programa RepowerEU, que visa reduzir a dependência do gás russo. A meta do RepowerEU é de 1.236 GW, mas as projeções atuais indicam que a capacidade instalada da UE poderá ficar 12% abaixo desse objetivo.

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Para que a expansão das energias renováveis seja mais rápida, a AIE sugere melhorias nos leilões de energia, maior flexibilidade do sistema elétrico e simplificação dos processos de licenciamento. A falta de ambição nos Planos Nacionais de Energia e Clima (PNEC) dos Estados-membros também é um fator que limita o progresso. A Comissão Europeia estima que, em conjunto, os PNEC só alcançarão uma quota de 40% de renováveis no consumo final bruto de energia, o que está abaixo das metas da UE.

Leia também: O futuro das energias renováveis na Europa.

preços da eletricidade preços da eletricidade preços da eletricidade Nota: análise relacionada com preços da eletricidade.

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Fonte: ECO

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