Acordo sobre nova lei laboral em risco por divergências

As negociações em torno da nova lei laboral em Portugal estão a enfrentar sérios obstáculos. Questões como o banco de horas, despedimentos e o direito a desligar têm gerado um afastamento significativo entre o Governo, as confederações empresariais e a UGT. Apesar das divergências, os parceiros sociais manifestaram a intenção de continuar a negociar.

O processo de reforma da lei do trabalho teve início em julho, quando o Governo apresentou um anteprojeto que incluía mais de 100 alterações à legislação laboral. Desde o início, as centrais sindicais mostraram-se críticas, com a UGT a rejeitar o pacote e a CGTP a exigir a sua retirada. No final do ano passado, as centrais até convocaram uma greve geral em protesto contra as propostas.

As negociações continuaram, e a UGT apresentou uma contraproposta em fevereiro, que levou a novas propostas da Confederação Empresarial de Portugal (CIP). Contudo, após uma reunião técnica recente, as confederações empresariais concluíram que não seria possível chegar a um entendimento. Apesar disso, tanto empregadores como trabalhadores estão dispostos a retomar as negociações, com uma nova reunião agendada para a próxima semana.

Um dos pontos mais controversos é o banco de horas. O anteprojeto do Governo propõe o regresso do banco de horas individual, que permite ao empregador aumentar a jornada de trabalho sem pagamento de horas extras. Os empresários defendem esta medida, argumentando que facilita a adaptação às necessidades empresariais e à vida familiar dos trabalhadores. No entanto, a UGT considera o banco de horas individual uma linha vermelha, temendo que leve a que as horas extras não sejam remuneradas.

Outro tema crítico é a reintegração após despedimentos. O Governo pretende alargar a possibilidade de excluir a reintegração de trabalhadores despedidos considerados ilícitos, uma proposta que tem gerado forte oposição das centrais sindicais. Enquanto os empresários apoiam a proposta, a UGT defende que a reintegração deve ser mantida como uma opção exclusiva para microempresas e cargos de direção.

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A questão do outsourcing também está em debate. Atualmente, as empresas que realizam despedimentos coletivos estão impedidas de recorrer a outsourcing durante 12 meses. O Governo pretende revogar esta norma, uma mudança que é apoiada pelos empresários, mas criticada pela UGT.

Em relação aos contratos a prazo, o Governo propõe aumentar a duração máxima, uma medida que os empresários apoiam, mas que a UGT considera inaceitável. A proposta de um direito a desligar, que garante que os trabalhadores não devem ser contactados fora do horário de trabalho, também não conseguiu um consenso entre as partes.

Por fim, a questão das férias e dos créditos dos trabalhadores continua a ser um ponto de discórdia. O Governo sugere alterações que não têm sido bem recebidas pelas centrais sindicais, que defendem um aumento do número mínimo de dias de férias.

As negociações sobre a nova lei laboral em Portugal continuam a ser um desafio, com várias questões críticas a impedir um acordo. Leia também: O impacto das reformas laborais na economia portuguesa.

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Fonte: ECO

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