O Grupo Celeste, uma empresa portuguesa com mais de cinquenta anos de experiência no setor da panificação e pastelaria, solicitou a sua insolvência, resultando na perda de emprego para mais de 300 trabalhadores. As fábricas localizadas em Guimarães e Vizela, assim como as lojas no Minho e Douro Litoral, foram afetadas por esta decisão, que levanta preocupações significativas a nível social.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), a insolvência das empresas do Grupo Celeste, incluindo Conceitos Avulso, Celeste Actual e Nofícios, deixou muitos trabalhadores em situação de vulnerabilidade económica. A maioria dos afetados reside nas áreas de Guimarães e Vizela, onde as unidades industriais estão situadas. O sindicato destaca que várias famílias já enfrentavam dificuldades financeiras antes desta situação, o que torna a realidade ainda mais preocupante.
Para abordar as consequências da insolvência, o SINTAB agendou uma reunião com o município de Guimarães, que ocorrerá na tarde de quinta-feira. O dirigente do sindicato, José Eduardo Andrade, revelou que o Grupo Celeste acumula dívidas que ultrapassam os 15 milhões de euros, incluindo valores devidos à Segurança Social, às Finanças e a mais de uma centena de credores.
Os trabalhadores, que ainda não receberam parte dos aumentos salariais retroativos de 2024, o subsídio de férias de 2025 e os salários desde janeiro deste ano, já solicitaram o subsídio de desemprego. O SINTAB sublinha a importância de articular esforços entre os administradores de insolvência, as autarquias e a organização sindical, para mitigar o impacto social da insolvência e encontrar soluções que protejam os trabalhadores e as suas famílias.
O sindicato defende que todos os trabalhadores, independentemente da empresa a que estavam formalmente ligados, devem ser ressarcidos das dívidas laborais através da massa insolvente do Grupo Celeste. Além disso, o SINTAB acredita que a faturação recente da empresa principal é suficiente para garantir o pagamento integral dos salários em dívida, reforçando a necessidade de que esses valores sejam priorizados.
A prioridade, segundo o SINTAB, deve ser assegurar justiça para os trabalhadores que, ao longo dos anos, contribuíram para o sucesso do Grupo Celeste. A insolvência não deve ser uma penalização para aqueles que dedicaram a sua vida profissional a esta empresa.
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Fonte: ECO





