Irão ameaça com petróleo a 200 dólares após ataques no golfo Pérsico

A situação no Médio Oriente agravou-se, com o Irão a realizar ataques a navios mercantes no golfo Pérsico, reafirmando a sua intenção de manter o estreito de Hormuz sob controlo. O porta-voz militar iraniano, Ebrahim Zolfaqari, alertou que o preço do petróleo poderá atingir os 200 dólares por barril, uma afirmação que reflete a crescente instabilidade na região. Atualmente, o barril Brent está a ser negociado acima dos 90 dólares, após ter atingido quase 120 dólares.

Os Estados Unidos responderam a estas provocações, afundando 16 navios lançadores de minas na área, com o objetivo de limitar as operações navais do Irão, que tem visto a sua Marinha severamente danificada. O estreito de Hormuz é uma rota crucial, pela qual transita cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, e a militarização da área pelo Irão tem suscitado preocupações sobre a segurança do comércio energético global.

Na quarta-feira, um dos navios atacados, de bandeira tailandesa, teve de ser evacuado devido a um incêndio a bordo, enquanto os outros dois incidentes foram menos graves, com os navios a serem levados para portos nos Emirados Árabes Unidos. O impacto dos ataques é particularmente sentido no Bahrein, onde o aeroporto internacional foi alvo de ações, dado que abriga a estação naval da Quinta Frota dos EUA.

Com a pressão militar dos EUA e de Israel a aumentar, o Irão parece estar a mudar o foco para a instabilidade no comércio de energia, uma área onde pode causar caos sem confrontar diretamente as forças adversárias. O prolongamento do conflito poderá ter repercussões significativas para o preço do petróleo, que já está a sofrer oscilações acentuadas.

As declarações do presidente Donald Trump, que indicaram que o conflito poderá ser breve, levaram a uma ligeira queda nos preços do petróleo, mas as tensões continuam a aumentar. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o conflito não tem um prazo definido para terminar, enquanto a Guarda Revolucionária do Irão promete lutar até que a guerra cesse.

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A Arábia Saudita, que depende fortemente do estreito de Hormuz para escoar 90% da sua produção de petróleo, expressou preocupações sobre as consequências de um conflito prolongado. A estatal Saudi Aramco alertou para uma possível “tragédia” se a situação não for controlada, enquanto tenta diversificar as suas rotas de exportação.

Além disso, a pressão da China, que tem adquirido petróleo iraniano a preços reduzidos, adiciona uma nova camada de complexidade ao cenário. A destruição das infraestruturas de exportação do Irão poderia ter um impacto significativo nas economias rivais, o que torna a situação ainda mais volátil.

Os ataques dos EUA ao Irão já resultaram em mais de 1.300 mortos, segundo fontes governamentais, e têm causado danos extensivos a infraestruturas civis. O Crescente Vermelho reportou que milhares de edifícios, incluindo centros médicos e escolas, foram danificados.

Com a escalada dos ataques, a situação no Médio Oriente continua a ser uma fonte de preocupação global, especialmente no que diz respeito ao mercado do petróleo. Leia também: O impacto da guerra no preço do petróleo e na economia global.

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Fonte: Sapo

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