Aumento de insolvências em fevereiro atinge 39% em Portugal

Em fevereiro, Portugal registou um aumento significativo no número de insolvências, que subiu 39% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No total, foram 375 empresas que declararam falência, segundo dados da Iberinform. Este aumento é particularmente preocupante, uma vez que, no acumulado do ano, já se contabilizam 805 ações de insolvência, o que representa o valor mais elevado dos últimos três anos.

As insolvências apresentadas pelas próprias empresas cresceram 15% neste período, enquanto as requeridas por terceiros dispararam cerca de 85% em relação ao ano passado. Este cenário indica uma pressão crescente sobre as empresas, refletindo as dificuldades económicas que muitos setores enfrentam. Além disso, os encerramentos com plano de insolvência também registaram um aumento substancial, superior a 217%.

Os distritos de Porto e Lisboa destacaram-se como os mais afetados, com 202 e 177 insolvências, respetivamente. Por outro lado, a Madeira foi a região que apresentou o maior crescimento no número de insolvências, seguida por Santarém e Viana do Castelo. Em contraciclo, Vila Real foi o único distrito a registar uma diminuição, acompanhada por Castelo Branco e Portalegre.

O setor de telecomunicações foi o mais atingido, com um aumento significativo nas insolvências. Em contraste, o setor transformador viu um decréscimo de 50% nas falências, o que sugere uma resiliência em algumas áreas da economia.

Além das insolvências, a constituição de novas empresas também sofreu uma queda acentuada em fevereiro, com menos 1.403 novas empresas a serem criadas, o que representa uma descida de 27% em termos homólogos. No acumulado do ano, a diminuição é de 13%, com um total de 9.353 novas constituições. Lisboa continua a ser a região com o maior número de novas empresas, com 2.825 constituições, seguida pelo Porto, com 1.620.

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O distrito da Horta registou a maior variação negativa na criação de empresas, seguido pela Madeira e Ponta Delgada. Em contrapartida, Vila Real e Coimbra apresentaram uma evolução positiva, o que pode indicar um ambiente mais favorável para o empreendedorismo nessas regiões.

O setor da agricultura, caça e pesca foi o que mais sofreu variações negativas, enquanto os setores de eletricidade, gás e água registaram um incremento de 41%. Este panorama revela que, apesar das dificuldades, existem áreas que continuam a crescer e a oferecer oportunidades.

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Fonte: Sapo

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