A empresa espanhola Indra foi selecionada, pela quinta vez, para gerir o processo eleitoral em Angola, desta vez para as eleições gerais de 2027. A decisão foi anunciada pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) angolana, que realizou um concurso para a contratação de soluções tecnológicas. Este concurso contou com a participação de quatro concorrentes.
Manuel Camaty, porta-voz da CNE, revelou que, no final do ano passado, a comissão lançou dez concursos públicos com o objetivo de assegurar os bens e serviços necessários para as eleições do próximo ano. No total, 237 empresas apresentaram propostas, mas apenas 72 foram aprovadas para adjudicação.
“Queremos preparar as eleições com alguma antecedência e desta vez temos um tempo suficiente”, afirmou Camaty. A escolha da Indra, que já forneceu soluções tecnológicas nas quatro últimas eleições em Angola, gerou controvérsia. O porta-voz da CNE explicou que as outras empresas concorrentes não apresentaram a documentação adequada, assegurando que o processo foi conduzido de forma transparente.
A Indra tem enfrentado críticas por parte dos partidos da oposição e da sociedade civil angolana, que a acusam de manipular os resultados das eleições realizadas em 2008, 2012, 2017 e 2022. A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), o maior partido da oposição, já apresentou uma providência cautelar ao Tribunal Constitucional contestando a seleção da empresa espanhola.
Além da adjudicação à Indra, a CNE anunciou que foram realizados concursos para a aquisição de diversos materiais e serviços, incluindo kits de educação cívica eleitoral, camisolas e bonés, geradores, viaturas ligeiras, geo-referenciação, mapeamento, cadernos eleitorais, e meios informáticos. O objetivo é garantir uma logística eleitoral eficaz e bem organizada.
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Fonte: Sapo





