Israel questiona capacidade de derrubar regime teocrático no Irão

As autoridades israelitas manifestaram dúvidas sobre a eficácia da guerra no Irão em provocar o colapso do regime teocrático que governa o país desde 1979. De acordo com uma investigação da agência Reuters, Israel e os Estados Unidos estão surpreendidos com a ausência de movimentos populares internos que possam desafiar o regime.

A avaliação de Telavive diverge da de Washington no que diz respeito à duração do conflito. Enquanto o presidente dos Estados Unidos sugere que a guerra pode terminar em breve, Israel acredita que o fim está mais distante do que as quatro a cinco semanas anunciadas. Apesar de uma aparente diminuição no lançamento de mísseis por parte do Irão, isso pode ser uma gestão estratégica de recursos limitados, tanto para o regime iraniano como para as forças atacantes.

A intensa campanha de bombardeamentos levada a cabo por Israel e pelos Estados Unidos resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatola Ali Khamenei, e de vários comandantes militares. Contudo, também causou a morte de centenas de civis e a destruição de infraestruturas, o que poderá ter enfraquecido qualquer movimento anti-regime. As autoridades iranianas, por sua vez, continuam a ameaçar com força letal qualquer protesto interno. A incerteza sobre o impacto das sanções e da guerra sobre a escassez de bens essenciais levanta questões sobre a resistência do regime.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, havia afirmado que a ação conjunta criaria condições para que o povo iraniano tomasse o seu destino nas mãos. No entanto, até agora, não há indícios de que isso esteja a acontecer. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, numa reunião recente com diplomatas, evitou estabelecer um prazo para o fim da campanha militar.

Além disso, a NATO está a avaliar a sua postura face à guerra no Médio Oriente, especialmente após a destruição de mísseis iranianos que visavam a Turquia, um Estado-membro da aliança. Embora a NATO não realize guerras preventivas, a situação atual pode levar a uma intervenção, caso um Estado-membro solicite apoio.

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Analistas militares alertam para o potencial do Irão em realizar ataques com mísseis balísticos, como o Khorramshahr, que possui um alcance de até 3.000 km, colocando várias capitais europeias ao seu alcance. Os drones, como o Shahed-136, também representam uma ameaça, sendo capazes de realizar ataques em enxame para sobrecarregar defesas aéreas.

Se o Irão decidir atacar a Europa, a abordagem poderá ser multimodal, visando centros logísticos da NATO e infraestruturas portuárias. A NATO, por sua vez, mantém uma posição de tranquilidade, afirmando que tem a capacidade de defender o território da aliança. O coronel Martin L. O’Donnell, porta-voz da NATO, sublinhou que a aliança está pronta para enfrentar qualquer ameaça.

Os Estados europeus que não são membros da NATO, como Chipre e Malta, também estão protegidos pelo artigo 42.º do Tratado da União Europeia, que obriga os Estados-membros a prestarem assistência em caso de ataque. A situação continua a evoluir, e a guerra no Irão permanece uma questão complexa e de grande preocupação internacional.

Leia também: O impacto das sanções no regime iraniano.

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Fonte: Sapo

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