Ministro da Defesa critica autarca de Leiria por falta de resposta

O ministro da Defesa, Nuno Melo, revelou hoje que tentou contactar o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, logo após a sua chegada a Portugal, no dia 29 de janeiro. Segundo o ministro, não obteve qualquer resposta do autarca, o que lamentou, considerando que Lopes “apoucou” aqueles que se prontificaram a ajudar durante a crise provocada pelo mau tempo.

Nuno Melo fez estas declarações durante uma audição na Assembleia da República, onde foi questionado pelo deputado do CDS-PP, João Almeida, sobre a comunicação com o autarca. O ministro apresentou um ‘print’ da conversa que teve com Lopes através da aplicação WhatsApp, afirmando que o seu primeiro telefonema ao autarca não foi atendido. “Enviei uma mensagem e não obtive resposta”, disse.

Apesar da falta de resposta do autarca, o ministro assegurou que os militares foram enviados para o distrito de Leiria. Nuno Melo também mencionou que várias ajudas foram recusadas pela autarquia, que considerou desnecessárias. Nos dias 1 e 2 de fevereiro, a Câmara de Leiria rejeitou a presença de militares para vigiar geradores devido a furtos. Além disso, no dia 2, foi recusada a utilização de drones aéreos e, no dia seguinte, uma cozinha de campanha, bem como um reforço de mais de 90 militares da marinha para diversas tarefas, que acabaram por ser distribuídos por outros concelhos, como Marinha Grande, Pombal, Ourém e Batalha.

O ministro sublinhou que a legislação permite que as autarquias solicitem auxílio direto às forças militares no seu território. Contudo, a autarquia de Leiria apenas pediu nove camas, que foram prontamente entregues. Nuno Melo criticou a postura do presidente da Câmara, afirmando que “para enaltecer o seu próprio esforço, não tenha resistido a apoucar repetidamente alguns daqueles que mais o ajudaram”.

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A situação em Portugal tem sido grave, com pelo menos 19 mortes registadas desde o dia 28 de janeiro, devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta. Estas intempéries causaram também centenas de feridos, desalojados e deslocados. Os temporais, que afetaram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram danos avultados, com milhares de casas, empresas e infraestruturas destruídas. As regiões mais afetadas incluem o Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e o Alentejo, com prejuízos que ascendem a milhares de milhões de euros.

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Fonte: Sapo

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