Levantamento de sanções dos EUA ao petróleo russo preocupa Costa

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, expressou a sua preocupação em relação ao levantamento temporário de sanções dos Estados Unidos ao petróleo russo em trânsito. Esta decisão, segundo Costa, tem implicações diretas na segurança da Europa. “A decisão unilateral dos Estados Unidos de levantar sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante, tendo em conta que afeta a segurança europeia”, escreveu o líder português nas redes sociais.

Costa sublinhou a importância de aumentar a pressão económica sobre a Rússia, considerando que isso é fundamental para que Moscovo aceite “uma negociação séria para uma paz justa e duradoura”. Ele alertou que a redução das sanções pode fortalecer os recursos da Rússia, permitindo que o país continue a sua agressão militar contra a Ucrânia.

Na quinta-feira, os Estados Unidos anunciaram a autorização temporária para a venda de petróleo russo armazenado em navios, uma medida que surge em resposta à subida dos preços desde o início da guerra no Irão. O Departamento do Tesouro norte-americano emitiu uma licença que permite a venda de petróleo bruto e derivados russos que tenham sido carregados antes dessa data, com validade de um mês.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que esta decisão “não proporcionará um benefício financeiro significativo ao Governo russo”. Contudo, a reação da Rússia não tardou. Kirill Dmitriev, enviado do Presidente Vladimir Putin para questões económicas, defendeu que o petróleo russo é crucial para a estabilidade do mercado global. “Os Estados Unidos estão, na verdade, a reconhecer o óbvio: sem petróleo russo, o mercado global de energia não pode manter-se estável”, declarou Dmitriev.

A situação tornou-se ainda mais complexa quando, no início da semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a suspensão de algumas sanções sobre o petróleo russo como uma medida para baixar os preços, após uma conversa telefónica com Putin. Em resposta a esta decisão, a Hungria pediu à União Europeia que siga o exemplo dos EUA, defendendo a suspensão das sanções ao petróleo russo para conter a subida dos preços.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, foi claro ao afirmar que “é preciso suspender as sanções ao bruto russo e permitir a entrada dos combustíveis russos no mercado europeu”. Esta situação levanta questões sobre o futuro das relações comerciais e a segurança energética na Europa, especialmente num momento em que a instabilidade dos preços do petróleo é uma preocupação crescente.

Leia também: O impacto das sanções na economia europeia.

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Fonte: Sapo

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