Os preços do petróleo continuam a mostrar uma tendência de alta, com o barril de Brent a fechar a semana com um ganho de 9%. Este aumento, embora menos acentuado do que o registado na semana anterior, reflete as tensões persistentes no Médio Oriente. Desde o início dos conflitos entre os EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, o preço do petróleo acumulou uma impressionante valorização de quase 40%.
Às 10h17 (hora de Lisboa), o barril de Brent era negociado a 100,92 dólares, marcando um aumento de 0,46% em relação ao dia anterior. Em comparação, o West Texas Intermediate (WTI), que é a referência nos EUA, apresentou uma ligeira queda de 0,25%, cotando-se a cerca de 95 dólares. Apesar disso, o WTI também se encaminha para um ganho semanal de aproximadamente 5,5%, acumulando um aumento de quase 43% desde o início do conflito no Médio Oriente.
A menor subida das cotações do petróleo nos mercados internacionais entre 9 e 13 de março deve-se, em parte, ao anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre a libertação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas. Esta é a maior libertação de crude já realizada, com o objetivo de estabilizar os preços e aliviar as preocupações sobre o abastecimento global.
Portugal, por sua vez, anunciou a libertação de dois milhões de barris das suas reservas estratégicas, o que representa cerca de 10% do stock armazenado. Esta medida visa contribuir para o esforço global de estabilização do mercado petrolífero.
Além disso, o Departamento do Tesouro dos EUA autorizou temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, uma medida que poderá ajudar a aliviar os preços. No entanto, analistas como Emril Jamil, da LSEG, alertam que essas ações são apenas soluções temporárias e não resolvem a questão fundamental da interrupção do abastecimento.
O mercado continua a sentir a pressão das tensões geopolíticas, e as previsões indicam que a escassez de petróleo pode persistir. A situação no Estreito de Ormuz, controlado pelo Irão, é uma preocupação constante que poderá afetar ainda mais o preço do petróleo.
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Fonte: ECO





