A Câmara Municipal do Porto anunciou um aumento de 30% no orçamento cultural, que passará a ser de 29,3 milhões de euros. Este investimento visa a reabilitação de equipamentos culturais e a criação de uma rede de centros de criação artística na cidade. O vereador da Cultura, Jorge Sobrado, revelou que a Biblioteca Pública Municipal do Porto será um dos principais focos deste reforço orçamental, com um projeto de reabilitação que já está em andamento.
O município pretende realizar um estudo que avalie o impacto da cultura na economia e no emprego da cidade. Este estudo será desenvolvido em colaboração com instituições académicas e culturais, permitindo uma melhor compreensão do peso que a cultura tem na vida do Porto. Segundo Sobrado, “reconhecemos que há uma lacuna de conhecimento sobre o peso que a cultura tem na economia e no emprego na cidade”.
O novo Conselho Municipal de Cultura, que será ampliado para 100 membros, terá um papel crucial na discussão e recomendação de políticas para o setor. Este órgão, que não se reúne desde 2023, será mais representativo e operacional, com novas secções dedicadas a apoiar a internacionalização das estruturas artísticas.
O orçamento cultural do Porto não se limita apenas à Biblioteca Pública. O município também planeia a reabilitação do antigo Matadouro, que se tornará um centro cultural com várias valências, incluindo um Museu das Convergências e residências artísticas. Este espaço deverá abrir em 2027, com um investimento inicial de 1,2 milhões de euros.
A Biblioteca Pública Municipal, que ocupa um edifício do século XVIII, está a ser reabilitada por um valor de 31 milhões de euros. O projeto, assinado pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura, visa modernizar o espaço, respeitando a sua identidade patrimonial. A obra deverá iniciar-se até ao final do primeiro semestre de 2026, e a inauguração poderá ocorrer no próximo mandato.
Além da reabilitação da biblioteca, o município irá implementar a “rede da Biblioteca Errante”, que contará com várias novas bibliotecas pela cidade, como a Biblioteca dos Periódicos e a Biblioteca Poética Eugénio de Andrade. Estas iniciativas visam garantir o acesso à cultura e à leitura, mesmo durante a requalificação da biblioteca principal.
O vereador Jorge Sobrado destaca que a cultura é um motor económico e de criação de emprego qualificado. Contudo, sublinha que a visão do município não é meramente economicista, pois “não se consegue medir em euros o sentido de pertença ou a qualidade de vida que a cultura proporciona”.
Com este reforço do orçamento cultural, o Porto ambiciona consolidar-se como um polo de criação artística e referência cultural a nível nacional. As novas políticas e investimentos prometem transformar a paisagem cultural da cidade, beneficiando tanto os artistas como a população em geral.
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Fonte: ECO





