A justiça é um tema que permeia a cultura popular e a história, revelando-se essencial para a convivência em sociedade. Desde os tempos antigos, como no século XIV, a justiça foi abordada em provérbios que refletem a sua importância nas relações humanas e na organização social. Um dos grandes pensadores desse período, Ramon Llull, já afirmava que “a justiça e a injúria estão todo o tempo em guerra”, destacando a necessidade de um equilíbrio justo para a paz.
A relação entre justiça e riqueza também é notável. Um provérbio antigo diz que “a justiça é a riqueza do homem pobre e a injúria é a riqueza do homem rico”. Este contraste revela como a justiça é um pilar fundamental para a equidade social, onde todos devem ter acesso a direitos e oportunidades. A justiça não é apenas uma questão moral, mas uma necessidade prática para o desenvolvimento económico e social.
Em tempos mais recentes, o conselheiro Rodrigues de Bastos, em sua obra “Coleção de Pensamentos, Máximas e Provérbios”, enfatizou a importância da justiça na vida pública e privada. Ele afirmava que “a justiça é a primeira necessidade dos povos, e a salvaguarda dos governos”. Para ele, a justiça era a base da ordem e da paz, essencial para o funcionamento harmonioso da sociedade.
Os pensamentos de Rodrigues de Bastos continuam a ressoar na atualidade. A justiça é vista como o “pão do povo” e a “alma das leis”, sublinhando a sua relevância na construção de sociedades justas e prósperas. Sem justiça, a ordem social desmorona, e a convivência pacífica torna-se impossível.
Além disso, a justiça também é um elemento crucial para a estabilidade económica. Um país que não respeita a justiça enfrenta riscos elevados de corrupção e desconfiança, o que pode levar a crises económicas. A justiça pública deve ser uma prioridade para qualquer governo que deseje prosperar e ganhar a confiança dos seus cidadãos.
Rodrigues de Bastos também alertava que “nenhuma autoridade pode suspender ou alterar o curso da justiça”, enfatizando que a justiça deve ser intransigente e imparcial. A sua aplicação deve ser um compromisso de todos, desde os líderes políticos até os cidadãos comuns, para garantir um ambiente onde todos possam prosperar.
Em suma, a justiça é um conceito que vai muito além de um simples princípio ético. É um elemento vital para a paz, a ordem e o desenvolvimento económico. Sem ela, a sociedade corre o risco de se desintegrar, e a economia de estagnar.
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Fonte: Doutor Finanças





