A tecnologia na banca tem vindo a transformar o setor de forma irreversível, como se pôde constatar num recente painel que discutiu o impacto da inovação no sistema financeiro. Os especialistas chegaram a um consenso: a tecnologia já mudou a banca e continua a fazê-lo a um ritmo acelerado.
Ulugbek Suyumov, CFA e responsável pelos Serviços Financeiros da Capgemini Portugal, destacou que a pergunta sobre se a tecnologia vai mudar a banca é, hoje em dia, quase retórica. “Já está a acontecer”, afirmou, sublinhando que as mudanças tecnológicas no setor financeiro são muitas vezes invisíveis para o cliente, mas têm um impacto estrutural profundo.
Suyumov explicou que a tecnologia na banca vai muito além de melhorias em aplicações móveis. “Isso é quase a pré-história da tecnologia associada à banca”, disse. Atualmente, a inovação tecnológica está integrada em áreas críticas, como a avaliação de risco, a prevenção de fraudes e o desenvolvimento de novos produtos. Ferramentas digitais permitem não só acelerar o lançamento de serviços, mas também otimizar processos como o onboarding de clientes, aumentando a segurança e a capacidade de monitorização.
Além da transformação tecnológica, Suyumov também salientou a necessidade de uma mudança organizacional. As equipas tecnológicas estão cada vez mais próximas do negócio, o que fortalece o papel da tecnologia nas decisões estratégicas das instituições financeiras. Esta nova abordagem é essencial para garantir que a tecnologia na banca não seja apenas uma ferramenta, mas sim um motor de inovação.
Pedro Santos Gomes, partner da askblue, reforçou a ideia de que a tecnologia se tornou central nas operações financeiras. “Hoje em dia, a banca é IT-driven”, afirmou. Segundo Gomes, seria inviável manter o atual modelo bancário sem o suporte tecnológico. Desde a angariação de clientes até à gestão de risco, todas as atividades dependem de sistemas digitais sofisticados. “Sem tecnologia, não conseguiríamos ter uma banca como a conhecemos hoje. Já não há volta atrás”, acrescentou.
A evolução tecnológica também tem mudado a forma como os profissionais trabalham nas instituições financeiras. As novas ferramentas e sistemas exigem uma adaptação constante e uma formação contínua, o que pode ser um desafio, mas também uma oportunidade para o setor.
Em suma, a tecnologia na banca não é apenas uma questão de modernização, mas uma necessidade para a sobrevivência e competitividade das instituições financeiras. À medida que o setor continua a evoluir, será fundamental que as empresas adotem uma governança que integre a tecnologia de forma eficaz nas suas operações.
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Fonte: Sapo





