O Departamento de Energia dos Estados Unidos deu início à libertação de 172 milhões de barris de petróleo das suas reservas estratégicas, numa tentativa de mitigar os efeitos económicos da guerra no Médio Oriente. O primeiro leilão, que abrange 86 milhões de barris, foi anunciado como parte deste processo gradual.
De acordo com o comunicado do departamento, as empresas petrolíferas que participarem no leilão terão de devolver o petróleo emprestado, acrescido de barris adicionais. O objetivo é reforçar as reservas estratégicas de petróleo e estabilizar os mercados, que têm sido afetados pelas flutuações de preços provocadas pelo conflito na região.
Chris Wright, secretário da Energia dos EUA, afirmou que a entrega dos 172 milhões de barris deverá ocorrer ao longo de cerca de 120 dias. O Presidente Donald Trump, crítico da administração do seu antecessor Joe Biden, comentou que a utilização das reservas para reduzir os preços da gasolina não terá efeitos duradouros. Segundo Trump, as consequências económicas da situação no Irão não devem prolongar-se, e os preços do petróleo estão a cair.
“Pensei que nos iria afetar um pouco, mas provavelmente afetou-nos menos do que pensava. E voltaremos ao normal muito em breve”, disse Trump em declarações à Fox News. O Presidente norte-americano acredita que o preço do crude “vai cair mais do que qualquer um imagina”, assegurando que os mercados estão a “manter-se bem”.
Na quarta-feira, a Agência Internacional de Energia, que inclui 32 países membros, decidiu por unanimidade libertar 400 milhões de barris de petróleo das suas reservas de emergência. Esta medida visa responder às perturbações nos mercados petrolíferos, resultantes da guerra no Médio Oriente e do encerramento do Estreito de Ormuz.
Em Portugal, o primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou que o país está disposto a disponibilizar “em princípio” 10% das suas reservas estratégicas de petróleo, com o intuito de aumentar a oferta e conter os preços dos combustíveis. Contudo, apesar deste anúncio, a cotação do barril de petróleo Brent para entrega em maio subiu 2,67% na sexta-feira, encerrando acima dos 103 dólares por barril, numa das semanas mais voláteis dos últimos anos.
A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão resultou na suspensão do tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz, uma rota crucial que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e que é responsável por até um quinto do petróleo mundial. A libertação de petróleo por parte dos EUA é, portanto, uma resposta direta a um contexto de incerteza e volatilidade nos mercados.
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Fonte: ECO





