Famílias devem gerir orçamentos de forma estratégica, alerta Deco

A Deco, associação de defesa do consumidor, alerta que as famílias precisam de adotar uma abordagem mais estratégica na gestão de orçamentos, especialmente em tempos de incerteza económica. O contexto atual, marcado pela volatilidade dos preços da energia e pela subida das taxas de juro, exige uma reflexão cuidadosa sobre as prioridades financeiras.

Natália Nunes, coordenadora do Gabinete de Proteção Financeira da Deco, participou recentemente no podcast “Lusa Extra”, onde destacou a importância de uma gestão financeira proativa. Segundo Nunes, é fundamental que as famílias não se limitem a anotar despesas e receitas, mas que também analisem as suas prioridades financeiras. “Devemos adotar comportamentos que nos permitam ter resiliência e enfrentar os obstáculos que surgem”, afirmou.

A especialista sublinha que a gestão de orçamentos deve ir além do simples registo de gastos. É essencial identificar quais despesas são realmente necessárias e como evitar desperdícios. Envolver todos os membros da família neste processo é crucial para garantir que o orçamento esteja preparado para enfrentar imprevistos.

Nos últimos anos, as famílias têm enfrentado uma série de desafios económicos. Após a pandemia, a inflação e o aumento das taxas de juro tornaram-se preocupações constantes. Agora, a situação agrava-se com a instabilidade provocada por conflitos internacionais, como a recente escalada de tensões no Médio Oriente, que impactou os preços do petróleo e, por conseguinte, a economia global.

Nunes aconselha os consumidores a comparar preços entre postos de abastecimento e a aproveitar promoções, além de adotar hábitos de condução que reduzam o consumo de combustível. “O objetivo é não desperdiçar dinheiro. Todos trabalhamos arduamente para ganhar o nosso rendimento, e este não deve ser desperdiçado”, enfatizou.

A Deco também alerta para a possibilidade de pressão adicional sobre o crédito à habitação, uma vez que os mercados antecipam uma nova subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu. Com as taxas Euribor a subir desde março, é provável que as prestações dos créditos à habitação com taxa variável aumentem já em abril. “Os consumidores devem acompanhar a evolução das Euribor e conhecer bem as condições dos seus empréstimos”, aconselhou Nunes.

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Além disso, a alimentação é uma área sensível nos orçamentos familiares, com preços a aumentar. “É angustiante ver que muitas vezes a alimentação é uma das rubricas onde se corta mais, para poder pagar a prestação da casa”, lamentou. No entanto, a especialista acredita que é possível reduzir custos nesta área através de um planeamento eficaz, como definir as refeições da semana e comparar preços entre supermercados.

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Fonte: ECO

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