Professores criticam Chega por “discurso de ódio” na Futurália

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) manifestou, esta segunda-feira, a sua indignação face à participação do partido Chega na Futurália, uma feira dedicada à educação e aos jovens. A Fenprof acusa o partido de ter promovido um “discurso de ódio” através de cartazes que, segundo a federação, não têm lugar num evento que deveria ser um espaço educativo e formativo.

No seu comunicado, a Fenprof sublinha que a presença de forças políticas que disseminam discursos de xenofobia, racismo e discriminação vai contra os princípios fundamentais que devem reger uma feira de educação. “A participação de partidos que difundem mensagens de ódio não pode ser encarada com normalidade”, afirmam os representantes dos professores.

Durante a Futurália, que decorreu em Lisboa na semana passada, o Chega expôs cartazes com frases provocatórias, como “Isto não é mesmo o Bangladesh (mas parece)” e “Sorria, estamos a ser substituídos”, alusões à chamada “teoria da Grande Substituição”. A Fenprof considera que estas mensagens atentam contra a dignidade da pessoa humana e os valores da democracia.

A federação defende que a Futurália deve ser um espaço de promoção do pluralismo e do respeito pelos direitos fundamentais. “Deve afirmar-se como um local de encontro, partilha de conhecimento e promoção de valores humanistas e democráticos”, reforçam. Para a Fenprof, a utilização da feira como plataforma para propaganda política é inaceitável e expõe os jovens a ideias populistas e autoritárias, que estão em desacordo com os princípios da Constituição da República Portuguesa.

Além da Fenprof, várias outras organizações, incluindo investigadores, instituições de ensino superior e associações anti-racistas, também se manifestaram contra a participação do Chega no evento. Por outro lado, o presidente do partido, André Ventura, lamentou os “ataques e falta de sentido democrático”, considerando que houve uma “tentativa de censura” à sua presença na feira.

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Fonte: ECO

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