O consórcio bancário Nordea, o maior da região nórdica e báltica, revelou um plano de reestruturação que inclui o despedimento de 1.500 funcionários entre 2026 e 2027. Este número representa cerca de 5% do total do seu quadro de pessoal. A decisão foi anunciada através de um comunicado oficial, que também detalhou os custos associados a esta reestruturação, estimados em 190 milhões de euros, que serão refletidos nos resultados do primeiro trimestre do próximo ano.
O objetivo do Nordea é reduzir os custos brutos anuais em pelo menos 600 milhões de euros até 2030. Esta medida visa melhorar a rentabilidade do banco e garantir um aumento do lucro por ação que supere a média do mercado. Para além dos despedimentos, a reestruturação incluirá a modernização e simplificação dos sistemas e infraestruturas tecnológicas, com um foco especial no investimento em Inteligência Artificial (IA).
O consórcio sublinhou que continuará a investir no desenvolvimento de competências que aumentem a sua competitividade. O impacto da IA e a otimização de processos são vistos como fundamentais para a redução do número de funcionários no futuro. O Nordea espera atingir um retorno sobre o capital próprio (ROE) superior a 15% até 2030, bem como um rácio de eficiência entre 40% e 42%, comparado com os 47% registados em 2025.
No ano passado, o banco já tinha enfrentado desafios, com uma redução de 4,3% no lucro líquido, que se fixou em 4.840 milhões de euros. As receitas também apresentaram uma descida de 2,8%, totalizando 11.743 milhões de euros. O plano de despedimentos e a reestruturação são, portanto, parte de uma estratégia mais ampla para revitalizar a instituição e enfrentar um mercado em constante mudança.
Leia também: O impacto da Inteligência Artificial no setor bancário.
despedimentos Nordea despedimentos Nordea despedimentos Nordea despedimentos Nordea despedimentos Nordea Nota: análise relacionada com despedimentos Nordea.
Leia também: Bastonário assume nomeações de advogados oficiosos em megaprocessos
Fonte: Sapo





