A Arábia Saudita emitiu um aviso severo ao Irão, afirmando que a sua paciência tem limites e que uma resposta militar poderá ser iminente. O alerta foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, que sublinhou que o reino e os seus aliados possuem capacidades significativas para agir. “A paciência que temos demonstrado não é ilimitada”, declarou o ministro, sem especificar um prazo para a possível retaliação.
A situação no Médio Oriente tem-se deteriorado desde a ofensiva militar israelita e norte-americana contra Teerão, iniciada a 28 de fevereiro. O Irão, por sua vez, tem retaliado com ataques a países da região que acolhem bases militares dos EUA, além de ter atingido complexos energéticos no golfo Pérsico. A tensão aumentou ainda mais com a confirmação de um ataque de drone a uma refinaria na cidade portuária de Yanbu, na Arábia Saudita.
Bin Farhan lamentou que a confiança construída entre o Irão e a Arábia Saudita, após o reatamento das relações diplomáticas em 2023, tenha sido “completamente destruída”. O ministro alertou que a continuidade dos ataques por parte do Irão poderá deixar “praticamente nada” por salvar nas relações entre os países do Golfo e o regime iraniano. “O Irão equivoca-se se acredita que os Estados do Golfo são incapazes de responder”, afirmou.
O apelo à reconsideração das ações do Irão foi claro, com Bin Farhan a afirmar que a Arábia Saudita tem procurado de forma sincera criar um clima regional mais estável. Contudo, as ações do Irão, segundo o ministro, demonstram uma prioridade em gerir crises e exportar tensões, em vez de promover o desenvolvimento.
Além do ataque à refinaria, o Ministério da Defesa saudita anunciou a destruição de cerca de 20 drones nas últimas horas, principalmente na zona oriental do país e nos arredores de Riade. Até ao momento, Teerão não se pronunciou sobre os novos ataques com drones denunciados pela Arábia Saudita.
A escalada do conflito no Médio Oriente já causou milhares de mortes, maioritariamente no Irão, e tem contribuído para uma subida significativa dos preços do petróleo. A guerra tem gerado preocupações sobre uma possível crise económica global. Perto das 10:00 em Lisboa, o preço do barril de Brent do Mar do Norte subia 6,76%, alcançando os 114,64 dólares, enquanto o West Texas Intermediate recuava ligeiramente para 95,81 dólares.
O analista Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, prevê uma pressão em alta nos preços do petróleo nos próximos dias, uma vez que a guerra entrou numa fase em que as infraestruturas energéticas estão a ser diretamente visadas.
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Fonte: Sapo





