Cerealis adquire negócio de massas em Espanha com aprovação da AdC

A Autoridade da Concorrência (AdC) autorizou a Cerealis a avançar com a compra da operação de massas alimentares da empresa espanhola Cerealto, que pertence aos fundos de investimento Afendis e DK. Este negócio insere-se num “processo competitivo internacional” em que a Cerealis competiu com a Ulusoy, a maior produtora de farinha da Turquia. A AdC comunicou que não vê a operação como um obstáculo significativo à concorrência no mercado.

Embora os valores da transação não tenham sido divulgados, a Cerealis descreveu o investimento como “significativo”, prevendo que a sua faturação atinja os 400 milhões de euros e que o número de colaboradores ultrapasse as 900 pessoas. Esta aquisição é parte da estratégia de crescimento da empresa, que detém marcas conhecidas como Milaneza e Nacional.

A compra da unidade de produção da Cerealto, localizada na região de Castela e Leão, permitirá à Cerealis consolidar a sua presença no mercado espanhol, um passo importante para a empresa que já tinha adquirido uma operação semelhante na Chéquia, a Europasta, em 2024. A empresa liderada por Pedro Moreira da Silva justifica esta expansão com a necessidade de aumentar a escala e a competitividade num mercado que exige um volume significativo.

A fábrica da Cerealto, anteriormente conhecida como Siro, tem uma capacidade de produção anual de cerca de 90 mil toneladas, que se destinarão exclusivamente ao mercado espanhol. Este negócio representa cerca de 20% do volume de negócios anual da Cerealto, que ronda os 530 milhões de euros.

No final do ano passado, a Cerealis e a Better Foods, proprietária da marca Amparo, decidiram unir forças, fundindo as suas operações de moagem para fortalecer a indústria nacional da farinha. Esta fusão juntou a Cerealis Moagens com várias unidades, incluindo Ceres, Germen, Granel e Carneiro Campos.

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A história da Cerealis remonta a 1919, quando foi fundada como Amorim, Lage & Soares Lda. Desde os anos 30, a empresa tem sido detida pelas famílias Amorim e Lage. Após 102 anos, as gerações mais recentes decidiram vender as suas participações à Teak Capital, de Carlos Moreira da Silva, e à Tangor Capital, da família Silva Domingues.

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Fonte: ECO

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