As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram hoje a realização de ataques aéreos no norte do Irão, marcando a primeira vez que tal ação ocorre desde o início do atual conflito. Este ataque surge no contexto de uma escalada militar que começou a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra a República Islâmica, alegando a necessidade de conter o seu programa nuclear.
De acordo com informações divulgadas pelas FDI, a Força Aérea israelita atacou alvos estratégicos no norte do Irão, com foco em navios de guerra e outras infraestruturas. As agências de notícias iranianas, como a ISNA e a Tasnim, reportaram bombardeamentos na cidade portuária de Bandar Azali, situada no Mar Cáspio.
Além disso, Israel e Estados Unidos atacaram uma importante instalação de gás iraniana no Golfo Pérsico, a maior do mundo, provocando um incêndio significativo. A televisão estatal iraniana informou que partes das instalações da refinaria South Pars, localizada na cidade de Kangan, foram atingidas por projéteis, o que intensificou ainda mais as tensões na região.
Em resposta a estes ataques, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) emitiu uma advertência severa, ameaçando com a destruição das infraestruturas energéticas dos Estados Unidos e de Israel. A IRGC afirmou que o ataque à infraestrutura energética da República Islâmica foi um erro grave e que a resposta a este ataque já está em curso. A organização prometeu que, caso novos ataques ocorram, a retaliação será ainda mais severa.
Desde o início do conflito, o Irão tem registado um elevado número de baixas, com mais de 1.348 mortos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, que foi substituído pelo seu filho, Mojtaba Khamenei. A ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA) reportou que, até 11 de março, mais de 1.825 pessoas perderam a vida, entre as quais quase 1.300 civis, incluindo pelo menos 200 crianças.
Este conflito tem gerado uma onda de instabilidade na região, com o Irão a fechar o estreito de Ormuz e a realizar ataques contra alvos em Israel e em várias bases norte-americanas. A situação continua a evoluir, com a possibilidade de novos confrontos à medida que as tensões aumentam.
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Fonte: Sapo





