Comissão Europeia aprova relatório sobre literacia financeira

A Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu deu luz verde ao relatório da eurodeputada Lídia Pereira, do PSD, que aborda a literacia financeira e o impacto dos finfluencers no contexto da União da Poupança e do Investimento. Esta aprovação reflete uma clara prioridade política em torno da literacia financeira, reconhecendo que os cidadãos, especialmente os portugueses, estão cada vez mais conscientes dos riscos e oportunidades no mundo financeiro.

Lídia Pereira sublinhou que a aprovação do relatório é um passo importante para capacitar os cidadãos e reforçar a proteção dos consumidores, especialmente nas redes sociais. A eurodeputada enfatizou que é essencial exigir mais responsabilidade a quem influencia decisões financeiras, garantindo que não operem em áreas cinzentas sem supervisão.

O relatório destaca o papel crescente dos finfluencers, reconhecendo que muitos deles desempenham uma função educativa significativa, especialmente entre os jovens. No entanto, também alerta para a necessidade de aumentar a transparência e responsabilidade na promoção de produtos financeiros. “Não se trata de censurar, mas de assegurar que a influência financeira ocorre com responsabilidade e clareza”, afirmou Pereira.

Entre as medidas aprovadas, destaca-se a criação de um repositório europeu de iniciativas de literacia financeira, que reunirá boas práticas e recursos dos Estados-Membros. O relatório também propõe mais transparência nas parcerias comerciais de criadores de conteúdo, permitindo que os cidadãos identifiquem facilmente conteúdos pagos ou patrocinados.

Adicionalmente, é sugerido um selo europeu para criadores de conteúdos financeiros que cumpram padrões de transparência. “É vital distinguir entre aqueles que atuam com clareza e os que ocultam conflitos de interesse”, afirmou a eurodeputada.

O relatório pede ainda maior responsabilidade às plataformas digitais na deteção e limitação de fraudes financeiras online. A eurodeputada alertou para os perigos de burlas, anúncios enganosos e conteúdos manipulados, que podem prejudicar pequenos investidores e consumidores vulneráveis.

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Pereira também mencionou a importância de alinhar a resposta europeia com os debates nacionais, como o defendido pelo governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, que recentemente destacou a necessidade de integrar a literacia financeira nas políticas públicas e no sistema educativo.

O relatório defende a inclusão da literacia financeira ao longo da vida, com atualizações nas competências educativas e iniciativas direcionadas a grupos vulneráveis. A proposta é que a literacia financeira seja abordada em momentos críticos da vida, como a entrada no mercado de trabalho ou a compra de casa.

Após a aprovação pela Comissão, o relatório seguirá para votação na sessão plenária do Parlamento Europeu, prevista para abril.

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Fonte: Sapo

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