Investidores norte-americanos preferem fundos monetários em crise

Os investidores norte-americanos estão a redirecionar os seus investimentos para fundos monetários, em detrimento de ações e metais preciosos. Esta tendência, que se intensificou devido ao conflito no Médio Oriente, à subida dos preços do petróleo e ao aumento das preocupações com a inflação, foi reportada pela agência noticiosa Reuters.

Atualmente, os ativos depositados em fundos monetários nos Estados Unidos variam entre 7,8 e 8,1 triliões de dólares, o que corresponde a cerca de 6,7 a 7 biliões de euros. Estes números foram obtidos a partir de análises de entidades financeiras como o Investment Company Institute, o JPMorgan Chase e a Crane Data. A sócia da gestora de ativos City Different Investments, Sweta Singh, afirmou que este movimento reflete a cautela dos investidores, que preferem “aguardar para ver o que acontece”.

Steven Wieting, cofundador do CIO Group, destacou que os preços do petróleo estão a ter um impacto crescente sobre o valor do ouro, da prata e das moedas. Analistas da BlackRock também alertaram que, neste momento, “há poucos lugares para se esconder” face a esta volatilidade do mercado.

A preferência por fundos monetários não é uma novidade. Desde o início do conflito no Médio Oriente, os investidores têm mostrado uma clara inclinação por estes produtos financeiros. Em apenas uma semana, a 4 de março, os fundos monetários em dólares receberam 60,9 mil milhões de dólares (cerca de 52,6 mil milhões de euros), enquanto os fundos em euros e libras também registaram entradas significativas, com 14,5 mil milhões de dólares (12,5 mil milhões de euros) e 8,7 mil milhões de dólares (7,5 mil milhões de euros), respetivamente.

Os fundos monetários têm beneficiado de uma saída de capital de ações, com os investidores a retirarem cerca de 17,5 mil milhões de dólares (15,1 mil milhões de euros) de ações norte-americanas. Além disso, as ações de small e mid caps perderam 2,7 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros), enquanto os metais preciosos sofreram uma saída de 2,5 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros).

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Esta mudança de comportamento dos investidores sublinha a crescente incerteza nos mercados financeiros e a necessidade de segurança em tempos de crise. Leia também: O impacto da inflação nos investimentos.

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Fonte: Sapo

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