O setor do calçado em Portugal acaba de celebrar um novo contrato coletivo de trabalho, resultado da negociação entre a associação patronal APICCAPS e a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Peles de Portugal (FESETE). Este acordo prevê um aumento salarial médio de 3,1%, com incrementos que podem chegar até 50 euros por mês para os trabalhadores.
O novo contrato foi assinado em um contexto económico desafiador, onde a APICCAPS destacou a necessidade de adaptação do setor às pressões de custos e à competitividade internacional. O presidente da APICCAPS, Luís Onofre, afirmou que este acordo é crucial para a regulação da indústria, proporcionando previsibilidade para as empresas e proteção para os trabalhadores.
Apesar das negociações, a FESETE expressou descontentamento por algumas propostas sindicais, como um aumento salarial de 150 euros e a atualização do subsídio de refeição para seis euros, não terem sido aceites. A federação argumentou que tais propostas não eram viáveis para as empresas do setor.
As tabelas salariais publicadas pela FESETE revelam que o subsídio de refeição aumentará de 4,0 para 4,5 euros entre 2025 e 2026, e os aumentos salariais variam conforme o grau de profissão. Os trabalhadores de grau I, II e III nas áreas de produção e administrativos terão os maiores aumentos, passando a receber 1.350, 1.150 e 1.000 euros, respetivamente. Para os trabalhadores do grupo IV, o salário acordado será de 945 euros, enquanto os grupos V e VIII terão reduções progressivas de cinco euros por mês, mantendo o salário mínimo.
É importante notar que, antes do acordo, apenas os trabalhadores de grau I nas profissões de apoio estavam acima do salário mínimo, com um aumento de 50 euros, totalizando mil euros. Nos grupos II, III e IV, os salários passam a ser de 945, 935 e 930 euros, respetivamente.
Luís Onofre sublinhou que este contrato coletivo é um sinal de compromisso social e coesão, especialmente em tempos de incerteza económica. A FESETE, por sua vez, lamentou a diminuição do poder de compra e alertou para as possíveis consequências das guerras em curso, que podem afetar ainda mais os preços dos bens essenciais.
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Fonte: Sapo





