Portugal destaca-se como produtor de volfrâmio em tempos de guerra

Portugal tem vindo a afirmar-se como um dos principais produtores de volfrâmio, um metal crucial em tempos de guerra e para a indústria moderna. Com a escalada dos conflitos no Médio Oriente, a procura por este recurso tem aumentado exponencialmente, fazendo com que os preços disparem. Desde fevereiro de 2025, o preço do volfrâmio subiu mais de 550%, atingindo os 2.250 dólares por tonelada métrica, impulsionado por restrições de exportação da China.

O volfrâmio, também conhecido como tungsténio, é utilizado na produção de munições, tanques e navios de guerra, tornando-os mais resistentes a ataques. Contudo, a sua aplicação vai além do campo de batalha; é essencial na fabricação de chips para a indústria eletrónica e na crescente área da Inteligência Artificial. A procura por volfrâmio tem sido uma constante ao longo dos últimos 100 anos, especialmente em períodos de conflito.

António Corrêa de Sá, administrador da empresa responsável pela exploração das Minas da Panasqueira, no distrito de Castelo Branco, afirma que a procura pelo volfrâmio é imensa. “Estamos com a produção habitual. Temos tudo vendido e, na verdade, se tivéssemos mais, mais venderíamos”, destaca. Em 2025, Portugal foi o 11º maior produtor mundial de volfrâmio, com uma produção de 700 toneladas, um aumento de 50 toneladas em relação a 2024. A China, por sua vez, domina o mercado, representando quase 80% da produção global.

As Minas da Panasqueira, detidas pela Almonty, são a única fonte de volfrâmio em Portugal. Com uma história que remonta a quase 130 anos, a mina tem enfrentado altos e baixos, mas a atual demanda elevada promete um futuro promissor. A empresa espera aumentar a produção de 700 para 1.200 toneladas nos próximos dois anos, com a abertura de novas galerias. As reservas atuais garantem mais 15 anos de exploração.

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Apesar de a produção ser destinada principalmente à exportação, António Corrêa de Sá menciona que existem planos para que uma parte do volfrâmio fique em Portugal, especialmente para a produção de ferramentas de corte e perfuração. “É uma mina que trabalha há mais de 120 anos para abastecer o mundo”, sublinha.

O aumento dos preços e da procura pelo volfrâmio, embora impulsionado por fatores negativos, como o aumento dos gastos militares, traz boas notícias para a economia portuguesa e para os trabalhadores do setor. A empresa já vendeu 20 milhões de euros em 2025 e espera um aumento na faturação devido à valorização do metal.

O futuro do volfrâmio parece promissor, mas a volatilidade do mercado deve persistir, conforme analisado pela Fastmarkets. As restrições chinesas e a baixa oferta global indicam que a procura continuará a ser elevada, tornando o volfrâmio um recurso estratégico. O metal, que já foi fundamental para a economia portuguesa durante a Segunda Guerra Mundial, continua a ser um ativo valioso no cenário geopolítico atual.

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Fonte: Sapo

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