Sondagem revela insatisfação com Governo e aumento de despejos

Uma recente sondagem realizada pelo ICS/ISCTE revela que mais de metade dos inquiridos, concretamente 56%, avalia negativamente o desempenho do Governo. Apenas 34% considera a atuação governamental como “boa”, enquanto apenas 1% a classifica como “muito boa”. Este descontentamento é visível em várias áreas, incluindo habitação, saúde e ambiente, com 93% dos entrevistados a manifestarem-se “pouco ou nada satisfeitos” com a gestão do Governo em relação à habitação e ao custo de vida. Apenas 3% e 5% dos inquiridos afirmam estar “algo satisfeitos” com estas questões, o que demonstra uma clara insatisfação popular.

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Em paralelo, o Partido Socialista (PS) ameaça romper o diálogo político com o Governo se a sua indicação de um juiz para o Tribunal Constitucional for chumbada. Esta decisão poderá impactar a votação do próximo Orçamento do Estado (OE2027). O PS argumenta que, se o PSD quiser abrir o Tribunal Constitucional à representação de alguém indicado pelo Chega, deverá fazê-lo na sua “quota” de juízes que já estão em falta.

Outro tema preocupante é o aumento dos despejos em Portugal. Dados do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) indicam que, em 2025, foram emitidos 1.447 títulos de desocupação, o que representa um aumento de 44% em relação a 2024. Lisboa, que concentra a maior parte do mercado de arrendamento, registou 1.035 processos de despejo, correspondendo a mais de 40% do total nacional. No Porto, o número de procedimentos caiu para 417, uma diminuição de quase 6% em relação ao ano anterior.

A situação dos despejos é alarmante e reflete a crescente pressão sobre os inquilinos em um mercado habitacional já fragilizado. A insatisfação com o Governo, especialmente nas áreas da habitação e do custo de vida, parece estar a intensificar-se, levando a uma crise de confiança nas instituições.

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Por fim, é importante destacar que o Estado enfrenta também problemas de gestão financeira. Em 2025, o Fundo de Apoio ao Financiamento à Inovação (FINOVA) demorou, em média, 2.380 dias a pagar aos seus fornecedores, um número que ultrapassa em mais de 26 vezes o prazo considerado aceitável de 90 dias. Esta situação coloca o FINOVA no topo da lista de entidades do Estado com pagamentos em atraso.

Os desafios que o Governo enfrenta são claros e a insatisfação da população é um reflexo das dificuldades que muitos portugueses encontram no seu dia a dia. A gestão da habitação e a responsabilidade financeira dos gestores públicos são questões que exigem atenção urgente.

despejos despejos despejos Nota: análise relacionada com despejos.

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Fonte: ECO

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