Tempestades causam recuo de praias em Portugal até 40 metros

As recentes tempestades que afetaram o litoral português provocaram um recuo alarmante de várias praias, com algumas a perderem entre 30 a 40 metros de areia. Em Quarteira, a Praia do Forte Novo enfrenta uma situação crítica, enquanto em Mafra, uma praia ficará vedada este ano devido aos danos. Na Costa da Caparica, as autoridades aguardam um acalmamento do mar para iniciar a reposição de areia. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está em alerta, tentando garantir a reabilitação das zonas afetadas antes do início da época balnear.

José Pimenta Machado, presidente da APA, revelou em entrevista ao ECO que a recuperação dos danos causados por este “comboio de tempestades” terá um custo estimado em 111 milhões de euros. Este valor inclui intervenções em todo o país, desde Caminha até Vila Real de Santo António. Desde a tempestade Hércules em 2012, este foi o ano mais difícil para o litoral português, com um impacto significativo nas praias, que já perderam, desde os anos 50, cerca de 13,8 quilómetros quadrados de território.

As áreas mais vulneráveis incluem Ovar, Ílhavo, Vagos, Figueira da Foz e a Costa da Caparica. O concelho de Ovar foi particularmente afetado, com a praia de Maceda a registar um recuo de cerca de 25 metros. A APA está a implementar várias soluções, como a colocação de areia nas praias, que é considerada a melhor forma de proteção contra o avanço do mar.

A recuperação das praias não será uma tarefa simples. Para a resposta imediata, a APA estima um investimento de 15 milhões de euros antes da época balnear, seguido de mais 12 milhões até ao final do ano. A longo prazo, até 2028, será necessário um investimento adicional de cerca de 84 milhões de euros. O foco principal é estancar o recuo das praias e proteger o litoral.

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Os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) desempenham um papel crucial na gestão do litoral, tendo sido implementados para garantir a qualidade das praias e a segurança das infraestruturas. A APA está a trabalhar em projetos de reabilitação em várias praias, incluindo intervenções em Ovar e na Costa da Caparica, onde está prevista a colocação de um milhão de metros cúbicos de areia.

A situação é complexa e requer uma abordagem integrada, que inclui a demolição de construções em áreas de risco e a proteção das infraestruturas existentes. A APA está a retirar construções de risco na ilha de Faro, onde mais de 30 edificações estão a ser demolidas para proteger a zona costeira.

A época balnear está a aproximar-se e as autoridades estão a trabalhar para minimizar os impactos das tempestades, garantindo que as praias estejam preparadas para receber os banhistas. O desafio é grande, mas a proteção do litoral e a recuperação das praias são essenciais para a economia e o turismo em Portugal.

Leia também: O impacto das tempestades na economia portuguesa.

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Fonte: ECO

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