EUA afirmam ter diminuído a ameaça iraniana no Estreito de Ormuz

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram, este sábado, que conseguiram “reduzir” a ameaça iraniana no Estreito de Ormuz. Esta afirmação surge após a realização de um bombardeamento a uma instalação subterrânea no Irão, que abrigava, entre outros equipamentos, mísseis de cruzeiro.

O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), revelou em um vídeo publicado na rede social X que, além de destruir a instalação, foram eliminadas estações de inteligência e retransmissores de radar que monitorizavam o tráfego de navios na região. O ataque, realizado na costa iraniana, utilizou bombas anti-bunker, projetadas para penetrar profundamente em alvos enterrados.

Cooper destacou que o regime iraniano utilizava essa instalação subterrânea para armazenar mísseis de cruzeiro anti-navio e outros equipamentos que representavam uma séria ameaça à navegação internacional. Segundo o almirante, a capacidade do Irão de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz foi significativamente reduzida.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também comentou a situação, afirmando que está a considerar “reduzir gradualmente” as operações no Médio Oriente contra o que chamou de “regime terrorista iraniano”. Esta declaração foi feita poucas horas após ele ter afirmado que não desejava um cessar-fogo.

A tensão no Estreito de Ormuz, exacerbada pelo bloqueio de facto do Irão em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, resultou numa crise grave no comércio internacional, especialmente no setor de hidrocarbonetos, fazendo com que os preços subissem globalmente.

Cooper, em um vídeo divulgado três semanas após o início do conflito, informou que as forças armadas norte-americanas atingiram cerca de 8.000 alvos iranianos, o que foi descrito como o maior ataque a uma marinha desde a Segunda Guerra Mundial. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, os conflitos já afetaram vários países da região, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar e Bahrein, que sofreram bombardeamentos.

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A situação no Estreito de Ormuz continua a ser monitorizada de perto, dado o seu impacto significativo na segurança da navegação e no comércio internacional. Leia também: A importância do Estreito de Ormuz para a economia global.

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Fonte: ECO

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