Governo deve agir para mitigar aumento dos combustíveis, diz ACP

O Automóvel Clube de Portugal (ACP) manifestou, este sábado, a sua insatisfação com as medidas do Governo para mitigar o aumento dos preços dos combustíveis, considerando-as “insuficientes”. A organização apela à adoção de ações “imediatas” para aliviar o impacto da crise provocada pela guerra no Irão.

Carlos Barbosa, presidente do ACP, expressou a sua “profunda preocupação” com a escalada dos preços nas bombas de gasolina e criticou a falta de respostas eficazes por parte do Governo. O ACP exige um “papel ativo” do executivo liderado por Luís Montenegro, para que sejam implementadas medidas que realmente ajudem a suavizar o impacto da crise nas famílias e nas empresas.

Os dados são alarmantes: desde o início do conflito no Médio Oriente, o preço do litro do gasóleo aumentou cerca de 45 cêntimos, enquanto o da gasolina subiu 25 cêntimos. No entanto, o apoio em sede de Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) tem sido manifestamente insuficiente, refletindo-se apenas em 6,1 cêntimos por litro no gasóleo e 3,3 cêntimos na gasolina.

A partir desta segunda-feira, a situação torna-se ainda mais crítica, com a poupança real a ser de apenas 3,2 cêntimos no gasóleo e 1,7 cêntimos na gasolina, enquanto os aumentos previstos são de 16 cêntimos e 9 cêntimos, respetivamente. Diante destes números, o ACP questiona a eficácia das medidas adotadas até agora.

A descida de um ou dois cêntimos no ISP é considerada “manifestamente insuficiente” e “desajustada à realidade”. O ACP sublinha que o Estado continua a arrecadar milhões em receitas fiscais através do ISP e do IVA, enquanto os encargos recaem sobre os contribuintes.

As famílias já enfrentam encargos muito superiores ao expectável, num contexto de inflação galopante que fragiliza uma economia já vulnerável. O ACP critica a falta de uma estratégia robusta por parte do Governo para enfrentar esta crise, destacando que adiar decisões à espera de soluções a nível europeu demonstra falta de liderança.

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A instituição propõe uma redução significativa da receita fiscal arrecadada em sede de ISP e IVA, o que traria “sustentabilidade” à economia nacional e um “alívio efetivo” dos encargos dos portugueses. O ACP apela, assim, a que o Governo, o parlamento e o Presidente da República adotem medidas efetivas que permitam suavizar o impacto desta crise e devolver previsibilidade e equilíbrio à economia nacional.

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Fonte: ECO

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