Manifestação no Porto exige cumprimento do direito à habitação

Mais de 500 pessoas reuniram-se hoje no centro do Porto para reivindicar o cumprimento do direito à habitação, um direito constitucional que muitos consideram estar a ser ignorado. A manifestação, que começou na Praça da Batalha e percorreu ruas icónicas como Passos Manuel e Santa Catarina, culminou na Praça D. João I. Os participantes expressaram a sua indignação com palavras de ordem como “a habitação é um direito, sem ele nada feito” e “gente na rua, casa vazia, habitação não é mercadoria”.

Os manifestantes exibiam cartazes com mensagens contundentes, como “enquanto a habitação for um negócio o caminho só pode ser este” e “limitar as prestações bancárias a 35% dos rendimentos”. Francisco Aguiar, da plataforma Casa para Viver, afirmou à Lusa que a crise habitacional “não só continua, como se está a agravar”. Para ele, as medidas do Governo não têm sido suficientes para responder às reais necessidades das pessoas.

Aguiar criticou as taxas elevadas que os bancos impõem a quem deseja comprar casa, sublinhando que “a solução não está no mercado”. Ele lembrou que a promessa de liberalização do mercado não tem resolvido o problema da habitação. Além disso, apontou a lentidão na construção de habitação pública, com o Governo a almejar a criação de 59 mil casas até 2030. “Há muitos edifícios devolutos que poderiam ser reabilitados”, destacou.

Nádia Leal, uma das manifestantes, expressou a sua preocupação com a crise habitacional, que considera estar a atingir níveis alarmantes. “As medidas do Governo só fizeram aumentar os preços das casas”, afirmou, referindo-se a casos de pessoas que, apesar de trabalharem, não conseguem pagar uma casa. Para Nádia, este é um problema que afeta a maioria, exceto os privilegiados.

Leia também  Medidas para aumentar arrendamento apresentadas ao governo

Isabel Lemos, psicóloga com mais de 40 anos de experiência em populações vulneráveis, também participou da manifestação. Ela exibiu um cartaz com a palavra “vergonha”, considerando que é sua obrigação lutar por melhores condições habitacionais. “É preciso regular o turismo para que não haja gentrificação”, alertou.

A manifestação de hoje no Porto foi parte de um movimento mais amplo, com 16 localidades em Portugal a mobilizarem-se em defesa do direito à habitação, em resposta ao apelo da plataforma Casa para Viver. O manifesto, subscrito por 90 associações e coletivos, expressa a urgência de medidas eficazes para garantir o direito à habitação para todos.

Leia também: A crise da habitação em Portugal: desafios e soluções.

direito à habitação direito à habitação Nota: análise relacionada com direito à habitação.

Leia também: Inspeção da APA garante acesso às praias de Troia a Melides

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top