Mercado de arte global cresce 4% em 2025, atingindo 59,6 mil milhões

O mercado de arte global registou um crescimento de 4% em 2025, alcançando um total de 59,6 mil milhões de dólares, cerca de 55,8 mil milhões de euros. Este aumento surge após um período de contração, refletindo uma recuperação impulsionada pela confiança renovada no segmento de luxo.

De acordo com o relatório “The Art Basel and UBS Global Art Market Report 2026”, elaborado por Clare McAndrew, fundadora da Arts Economics, as vendas dos negociantes aumentaram 2% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas em leilões públicos cresceram 9%. Este estudo, que é a décima edição de uma análise abrangente, abrange galerias, leiloeiras e feiras de arte, e destaca a resiliência do setor num ambiente geopolítico instável.

Clare McAndrew explica que “as vendas globais subiram graças a uma recuperação no segmento de luxo”. No entanto, o mercado de arte continua a enfrentar desafios, como a instabilidade política e as tarifas que afetam o comércio internacional. Algumas categorias de arte conseguiram evitar os impactos diretos das tarifas, mas a incerteza política continua a criar obstáculos que influenciam preços e oferta.

As vendas das galerias e dealers atingiram 34,8 mil milhões de dólares, com um aumento de 2%, enquanto as vendas em leilões públicos subiram para 20,7 mil milhões de dólares. As vendas privadas das casas de leilões, por outro lado, recuaram ligeiramente para 4,2 mil milhões de dólares. O volume total de transações também cresceu 2%, totalizando 41,5 milhões de peças.

Os Estados Unidos continuam a liderar o mercado global de arte, representando 44% do total, com 26 mil milhões de dólares, um aumento de 5%. O Reino Unido segue em segundo lugar com 18%, e a China ocupa a terceira posição com 14%. A França, por sua vez, subiu uma posição, consolidando-se como o quarto maior mercado, com 8% do total, o que representa 4,5 mil milhões de dólares, um crescimento de 9%.

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Na Europa e na Ásia, os resultados foram variados. A Suíça e a Áustria registaram um crescimento de 13%, enquanto a Espanha e a Coreia do Sul cresceram 6%. Em contrapartida, a Alemanha e o Japão enfrentaram quedas de 10% e 1%, respetivamente.

As galerias mostraram uma notável resiliência, com 42% dos dealers a reportarem vendas mais altas, mesmo com um aumento médio de 5% nos custos operacionais. Os dealers de menor dimensão, com faturação inferior a 500 mil dólares, foram os que mais cresceram. As feiras de arte representaram 35% do volume de negócios das galerias, o valor mais elevado desde 2022, destacando-se as feiras realizadas no estrangeiro.

A representação de artistas mulheres também se fortaleceu, atingindo 50% nas galerias do mercado primário e 45% no total de dealers. As obras de artistas femininas representaram 37% das vendas em valor, um aumento significativo em relação aos 28% registados em 2018.

No segmento de leilões, as vendas de obras ultra-altas, com valores superiores a 10 milhões de dólares, dispararam 30%, estabelecendo novos recordes na segunda metade do ano. Contudo, as vendas online caíram 11%, para 9,2 mil milhões de dólares, o valor mais baixo desde 2019, com as transações de maior valor a regressarem ao formato presencial.

Olhando para o futuro, a confiança no mercado de arte parece ter melhorado. Cerca de 43% dos galeristas esperam vendas mais altas em 2026, enquanto 38% antecipam estabilidade. Paul Donovan, economista-chefe do UBS Global Wealth Management, destacou a importância da “Grande Transferência de Riqueza”, que prevê que mais de 83 biliões de dólares passarão para a próxima geração nas próximas décadas, alterando os padrões de compra e filantropia.

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Noah Horowitz, CEO da Art Basel, resumiu o momento atual: “2025 foi um ponto de viragem estratégico. Os dealers estão a refinar programas e relações com clientes, as feiras ganharam força e a confiança dos compradores melhorou.” O crescimento sustentável do mercado de arte dependerá de obras excecionais e de relações mais profundas, que serão prioridades para 2026.

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Fonte: Sapo

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