Produtores de cereais pedem apoio urgente ao Governo

Os produtores de cereais em Portugal estão a viver uma “situação dramática” devido às condições meteorológicas adversas dos últimos meses. A intensa e persistente precipitação tem dificultado as operações de sementeira e o manejo das culturas em diversas regiões do país. Muitos agricultores não conseguiram aceder aos seus terrenos a tempo, o que comprometeu o calendário agrícola e reduziu o potencial produtivo.

A situação piorou com a sucessão de tempestades que causaram danos significativos nas explorações agrícolas. Entre os principais impactos estão a destruição de infraestruturas, a erosão dos solos e a perda de áreas já semeadas. Mesmo nas parcelas onde foi possível avançar com a instalação das culturas, os prejuízos são consideráveis. O excesso de água no solo tem provocado encharcamentos e asfixia radicular, levando à destruição total das searas em muitos casos. Este cenário agrava a fragilidade económica das explorações agrícolas, que já enfrentam margens reduzidas.

Além das dificuldades climáticas, os produtores de cereais estão a lidar com um aumento acentuado dos custos de produção. A instabilidade geopolítica internacional, especialmente no Médio Oriente, tem impulsionado a subida dos preços dos fertilizantes e dos combustíveis, essenciais para a atividade agrícola. Esta situação coloca em risco a produção nacional de cereais e pode ter consequências sérias para a segurança alimentar e a dependência externa do país.

Diante deste quadro preocupante, as associações ANPOC, ANPROMIS e AOP apelam ao Governo para a adoção urgente de medidas de apoio extraordinário. Entre as propostas estão a criação de mecanismos rápidos de compensação pelas perdas de produção, o apoio à recuperação de infraestruturas e ao restabelecimento do potencial produtivo, bem como a extensão da declaração de situação de calamidade às regiões mais afetadas.

As associações defendem também apoios diretos para compensar o aumento dos custos com combustíveis e fertilizantes, a flexibilização de prazos e regras nas políticas agrícolas e o reforço dos instrumentos de gestão de risco. Outro ponto crítico é o reforço financeiro do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), para garantir investimentos essenciais à modernização e competitividade do setor. É ainda proposta a criação de uma medida específica de apoio às Organizações de Produtores (OP), que poderão enfrentar sérias dificuldades financeiras nas campanhas de 2026 e 2027 devido à redução do volume de produção comercializada.

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As três organizações sublinham a importância estratégica do setor cerealífero para a economia nacional e para a soberania alimentar, defendendo uma resposta rápida e eficaz por parte das autoridades para assegurar a continuidade da produção em Portugal. Leia também: O impacto das alterações climáticas na agricultura.

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Fonte: Sapo

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