Eslovénia: Golob lidera eleições com leve vantagem sobre Jansa

O atual primeiro-ministro da Eslovénia, Robert Golob, surge como líder nas eleições parlamentares deste domingo, com uma vantagem estreita sobre o seu principal adversário, Janez Jansa, do Partido Democrático Esloveno (SDS). De acordo com uma sondagem realizada à boca das urnas, Golob obteve 29,9% das intenções de voto, enquanto Jansa ficou com 27,5%.

A disputa eleitoral concentra-se essencialmente entre o Movimento pela Liberdade, liderado por Golob, e o SDS, um partido de direita que já teve Jansa como primeiro-ministro em três ocasiões. Jansa é conhecido por ser um aliado do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán e por ter uma postura admiradora do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As eleições prometem ser acirradas, com o resultado a poder determinar se a Eslovénia continuará na sua trajetória de centro-esquerda ou se fará uma viragem para a direita. Embora Jansa tenha liderado algumas sondagens iniciais, a diferença entre os dois candidatos tem vindo a diminuir. Especialistas apontam que é improvável que qualquer um dos partidos consiga uma maioria clara no parlamento de 90 lugares, o que poderá fazer com que partidos menores se tornem cruciais na formação de governo.

Samo Uhan, sociólogo esloveno, comentou que “o resultado é completamente incerto, o que não é incomum na Eslovénia, dado que o eleitorado sempre foi polarizado”. Esta polarização foi exacerbada por um escândalo político que eclodiu dias antes das eleições, onde Golob acusou “serviços estrangeiros” de interferirem no processo eleitoral. Relatos indicam que membros da empresa israelita de espionagem Black Cube estiveram em contacto com o principal candidato da oposição, o que gerou controvérsia.

O SDS, por sua vez, negou qualquer ligação com a Black Cube e criticou a “corrupção sem precedentes da elite de esquerda”, referindo-se a vídeos que circularam no país. A direita eslovena, que espera recuperar o controlo do parlamento, observa com atenção as eleições na Hungria, que ocorrerão a 12 de abril. A vitória de qualquer um dos candidatos, seja Orbán ou Péter Magyar, poderá criar um eixo eurocético entre Lubliana e Budapeste.

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Golob alertou que “não se trata apenas da Eslovénia, mas de ambos os países”. Se as forças pró-europeias vencerem nas duas eleições, isso poderá ser um sinal positivo para a União Europeia. O primeiro-ministro sublinhou que, durante anos, Orbán esteve isolado no Conselho Europeu, e uma vitória de Jansa poderia fragmentar ainda mais a união entre os Estados-membros.

Golob criticou os governos anteriores de Jansa por supostamente instrumentalizarem a polícia e restringirem os direitos civis, temas que foram centrais na sua vitória em 2022. Contudo, quatro anos depois, os eleitores eslovenos parecem estar mais sensíveis a argumentos antieuropeus. Para os pró-europeus do Movimento pela Liberdade, a única alternativa poderá ser a formação de uma coligação com forças liberais e esquerdistas.

Leia também: O impacto das eleições eslovenas na política europeia.

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Fonte: Sapo

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