A Sinopec, uma das maiores petrolíferas estatais da China, reportou um lucro líquido de 31.809 milhões de yuans, equivalente a 4.050 milhões de euros, em 2025. Este valor representa uma queda significativa de 36,8% em relação ao ano anterior. A empresa, que é um dos principais actores no setor energético, atribui esta diminuição à descida dos preços internacionais do petróleo, ao crescimento das energias alternativas e à pressão que o seu negócio químico enfrenta devido ao aumento da concorrência e da capacidade produtiva.
No relatório apresentado à Bolsa de Xangai, a Sinopec revelou que a sua faturação operacional caiu 9,5% em comparação com 2024, totalizando 2,78 biliões de yuans, ou 353.000 milhões de euros. Este cenário reflete uma procura em declínio por combustíveis tradicionais, o que tem pressionado as margens do setor.
Analisando os diferentes segmentos de negócio, a refinação destacou-se com um lucro operacional de 9.448 milhões de yuans, o que representa um aumento de 40,7% face ao ano anterior. No entanto, a área química da Sinopec registou perdas operacionais de 14.578 milhões de yuans, cerca de 1.826 milhões de euros, que superaram as perdas do exercício anterior.
As vendas externas de combustíveis também apresentaram resultados negativos, com uma queda de 4% nas vendas de gasolina, 7,4% no gasóleo e 9,7% no querosene. Este desempenho reflete a tendência de diminuição da procura por combustíveis fósseis, um desafio que a Sinopec terá de enfrentar nos próximos anos.
Para 2026, a empresa planeia processar aproximadamente 250 milhões de toneladas de crude, com uma produção estimada de 280,91 milhões de barris de petróleo e 41,6 milhões de metros cúbicos de gás natural. Além disso, a Sinopec prevê um investimento de capital que varia entre 131.600 e 148.600 milhões de yuans, ou seja, entre 16.700 e 18.900 milhões de euros.
À medida que o mercado energético evolui, a Sinopec terá de adaptar a sua estratégia para enfrentar os desafios impostos pela concorrência e pela transição para energias mais sustentáveis. Leia também: O futuro das energias alternativas e o impacto nas grandes petrolíferas.
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Fonte: Sapo





