PS critica Abreu Amorim por falta de soluções para o TC

O Partido Socialista (PS) manifestou, esta segunda-feira, a sua preocupação em relação à postura do ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, afirmando que ele está a “queimar as pontes todas” em vez de procurar uma solução para a eleição de juízes para o Tribunal Constitucional. O deputado Pedro Delgado Alves sublinhou que esta atitude apenas agrava a situação institucional.

As declarações de Delgado Alves surgem em resposta às críticas de Abreu Amorim, que descreveu o PS como uma “força de conservadorismo granítico”, resistente à mudança e que pretende manter a sua influência nos órgãos do Estado. O deputado socialista lamentou a falta de diplomacia do ministro, afirmando que ele deveria ser o mais conciliador entre os membros do governo, uma vez que é responsável por dialogar com as oposições.

Delgado Alves destacou que o dia não foi “extraordinariamente simpático” e rejeitou a ideia de que a questão se resume a “estados de alma” do PS. “O que se pede é um equilíbrio que, ao longo de 40 anos, tem preservado a dignidade das instituições”, afirmou, lembrando que a eleição de juízes para o Tribunal Constitucional deve refletir um consenso entre os partidos que defendem a Constituição.

A preocupação do PS reside na necessidade de um Tribunal Constitucional que interprete a Constituição de acordo com os seus valores. Para isso, Delgado Alves defendeu que os partidos comprometidos com a Constituição devem ser consultados sobre os perfis dos juízes a serem eleitos. Ele também criticou a postura do PSD, que, segundo ele, alterna entre afirmar que não dialoga com o Chega e, ao mesmo tempo, negociar com este partido.

As tensões entre PSD e PS tornaram-se evidentes nas últimas semanas, especialmente em relação à indicação de nomes para o Tribunal Constitucional. Esta situação levou a uma reunião inconclusiva entre o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o líder do PS, José Luís Carneiro. O impasse sobre a eleição dos juízes é significativo, uma vez que dois dos três juízes a substituir foram indicados pelo PSD e um pelo PS, com a possibilidade de o Chega, agora o segundo maior partido na Assembleia da República, entrar na equação.

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Fonte: ECO

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