A reposição das telecomunicações fixas nos territórios afetados pela tempestade Kristin continua a registar atrasos significativos. Paulo Fernandes, coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, revelou que a situação é particularmente complicada no que diz respeito à fibra ótica. Durante uma conferência em Leiria, Fernandes explicou que os últimos dados indicam que a recuperação da fibra poderá demorar entre cinco a seis meses.
O responsável sublinhou que a prioridade é criar soluções específicas para entidades críticas, de forma a evitar o encerramento de empresas que dependem da fibra ótica para o funcionamento das suas operações. “Estamos a trabalhar em modelos muito cirúrgicos para mitigar o impacto”, afirmou.
Em contrapartida, o abastecimento de energia elétrica nas áreas afetadas está quase totalmente normalizado, com exceção de algumas situações pontuais. As telecomunicações móveis, por sua vez, já foram completamente restabelecidas, o que representa um alívio para a população.
Desde a passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, pelo menos 19 pessoas perderam a vida em Portugal, com seis mortes registadas no concelho de Leiria. As tempestades causaram ainda centenas de feridos, desalojados e deslocados, e mais de metade das mortes ocorreram durante trabalhos de recuperação.
Os temporais, que afetaram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram danos avultados, incluindo a destruição total ou parcial de milhares de casas e empresas. As regiões mais afetadas foram o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, com prejuízos que ascendem a milhares de milhões de euros.
A situação das telecomunicações fixas continua a ser uma preocupação para a recuperação das áreas afetadas. Leia também: “Impactos económicos das tempestades em Portugal”.
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Fonte: ECO





